Fundado em 16 de abril de 1932

'...Macaé, ano I, Nº 38 - 13 a 20 de outubro de 2006
Não perca o Caderno R. Cultura, Educação e Entretenimento. Exclusivo para O Rebate on Line
Acontecências
Acontecências II
Acontecências III
Alô Galera
Amor
APS
Astrologia
Coisas da Rua do Meio
Coisas da Rua do Meio II
Coisas da Rua do Meio III
Colunistas
Culinária
Direito do Consumidor
Direito do Trabalhador
Direitos Humanos
Jornais do Mundo
Liga Operária
Livros
Luta armada
Miséria humana
Movimento hippie
Pensamentos
Petrobrás/Petróleo
Pharmacia
Piadas Brasil/Portugal
Pornografia
Procuras emprego?
Reforma agrária
Telefones úteis
Turismo
Umbanda
Utilidade Pública

Perdão

Guto Glória Sardinha

O tempo passa, o tempo voa e vamos seguindo numa boa. Numa boa, porque com o passar do tempo, vamos adquirindo experiências e, erramos menos. Há quatorze anos, o Brasil estava passando por uma grande crise política, até então, nunca visto. Pela primeira vez em nossa história republicana, um presidente foi destituído por um processo de impeachment. Injustamente, o presidente Fernando Collor foi afastado.

O jovem presidente, que sonhava tornar o Brasil realmente independente, começou a se unir com lideranças de esquerda que tinham o mesmo propósito. Imagine, conseguiu ganhar as eleições com a direita e quis, governar com a esquerda. Quando apareceu em manchete, no Jornal do Brasil, de mãos dadas com Leonel Brizola inaugurando um Brizolão, pensei: Esse não dura muito tempo. Vão derrubá-lo como todos os outros que tentaram derrubar esse poder econômico que vai além de nossas fronteiras,

Não deu outra. Esse poder econômico que detém o monopólio de comunicação em nosso país, começou um processo de desmoralização do jovem presidente.O povo, sem cultura e educação, mas educado, serviu de manobra política para a derrubada. Os caras pintada mais pareciam estar num desfile de escola de samba do que em um ato político. Era uma festa.

A mídia conseguiu acabar com os dois. Tanto com Collor, quanto com Brizola. Ao ponto, do político mais bem intencionado do país, Brizola, perder uma eleição para presidente e ficar atrás do Enéas.

Enxergando essas manobras, no dia do impeachment, quando todos estavam pedindo a cabeça do presidente, fui, neste mesmo jornal, corajosamente, defender o presidente. Fiz um artigo, em que contava a história de nossa república. Onde, só cinco presidente, haviam terminado o mandato. Todos que queriam a independência de fato, haviam caído desmoralizados ou mortos.

O Lula, como sempre muito esperto, vendo que, se incomodasse os poderosos, seria mais um. E, deslumbrado com o poder, preferiu se unir à direita, apesar de ter sido eleito em uma coligação de partidos de esquerda. Tomou um caminho contrário ao presidente Collor. Tanto é assim, que os escândalos em seu governo, perto dos de Collor, são muito maiores. E, ele continua presidente, com o único objetivo de enriquecimento ilícito, usando a máquina governamental. Eu se fosse ele, teria vergonha de dizer que, o melhor de seu governo foi a Bolsa Família que, através desse projeto o povo brasileiro está mais alimentado. O povo não quer esmola. Queremos emprego, educação, investimento na agricultura para darmos trabalho ao homem do campo, habitação e reforma agrária. Esmola ele pode dar para a Bolívia, nós, não precisamos porque temos disposição para o trabalho. Queremos emprego! O país está parado. Sem desenvovimento. Um país dessa envergadura como o nosso, não pode crescer 2,3% em um ano. É incompetência. Falta gerenciamento. Falta decência e, este homem que aí está, não tem e não merece outra chance.

O povo brasileiro é sábio. Após quatorze anos, depois de toda maracutaia desse governo, perdoou o ex-presidente Collor, dando-lhe uma votação esplendida em Alagoas, quando saiu vitorioso nas urnas da eleição para o Senado. Amanhã também, pela generosidade do nosso povo, perdoaremos este que aí está, Lula, pela sua ignorância.


Outros artigos

Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar a versão 1.5
© Artimanha