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'...Macaé, ano I, Nº 37 - 6 a 13 de outubro de 2006
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Macaé de volta ao turismo

Guto Glória Sardinha

Ilha de Santana vista da Praia Campista
 
Shopping à céu aberto - Rua Direita

Há muito tempo, bem antes do descobrimento do Brasil, se comentava entre os nativos, a beleza do Arquipélago de Santana. Em noites de lua cheia, os índios e as índias, se encontravam nas areias da praia da imbetiba, para a realização de um grande lual. Onde, tocavam os seus instrumentos, dançavam e namoravam muito. Tendo, ao fundo, a paisagem da Lua e do arquipélago.

No início do século passado, quando em nosso litoral começou a exploração por parte dos colonizadores portugueses, o Arquipélago de Santana era usado como ponto de referência pelos navegadores que por aqui passavam para carregar o nosso pau-brasil. E, através dessa referência, surgiu o município de Macaé.

Os mais observadores, diziam que, o nome Macaé, também se originou do Arquipélago de Santana. Contavam que, os navegadores, para navegarem a noite, colocaram um farol na ilha de Santana e outro onde é hoje o farol velho na imbetiba. Ao chegarem no litoral, olhando para o arquipélago a sua frente, um português falou para o outro:

•  Eme que és! Eme que és!

•  É. É um eme perfeito. Disse o outro.

Falavam do formato da ilha de Santana que é um eme perfeito. Do eme que és, dito pelo português, ao miquié repetido pelos nativos, chegou-se, sonoramente, Macaé.É claro que, a verdadeira história sobre o nome de Macaé todo mundo conhece e eu não preciso nem contar. Mas, diante da importância do Arquipélago no passado, faço-lhe esta homenagem com esta estória que, como outras tantas podem virar história.

Parabéns Macaé! Se o Rio de Janeiro é a rainha do atlântico pela suas belezas naturais, tu és a princesa pelos mesmos motivos. E dessas belezas, temos que tirar proveito e revertemos em lucro para o nosso município. A Petrobrás veio, nos dando progresso e desenvolvimento, mas preservando o que temos de belo. As nossas praias, rios, lagos e montanhas estão preservados e precisam ser mostradas. Que é possível fazer desenvolvimento com preservação e, a Petrobrás, juntamente com a Prefeitura, poderia mostrar através de uma grande campanha de marketing que "faz, mas preserva".

 


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