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...Ano I Nº 11 - 7 a 14 de abril de 2006

Psicografando

Guto Glória Sardinha

É claro que, às vezes, tive momentos de rebeldia e pensava em endurecer, mas, como dizia o nosso companheiro Che, sem perder a ternura. Fui exilado por querer que prevalecesse a legalidade e, para isso, pensei em endurecer, em até, pregar a luta armada. Ainda bem que foi uma vontade passageira, mas, paguei caro, pois, fui expulso do meu país que tanto amo.

Comecei na minha vida pública quando ainda era estudante do curso de engenharia e, optei em apoiar o Getúlio Vargas porque era um nacionalista. Via que, apesar de saber do grito de D Pedro II, quando disse às margens do Ipiranga: “Independência ou Morte!”, não tínhamos e não temos independência. Sempre fomos colônia e explorados pelos mais fortes economicamente. Primeiro por Portugal, depois a Inglaterra, e, agora, pelos Estados Unidos. Continuamos sem vontade própria, tanto que, todos os governantes deste país que, quis, realmente, mudar o rumo da História foi, morto, exilado ou deposto, por uma força oculta, como dizia Jânio, que, hoje, já não é mais oculta, de tanto eu falar em perdas Internacionais, me chamavam até de chato, que o Brizola, só falava nisso, em perdas internacionais, que o povo hoje sabe onde estão e, quem são, essas forças. E, para combatê-las, nenhum homem sozinho conseguirá. Temos que nos unir, em torno de uma liderança forte, com muito respaldo popular. De modo que, quando essas forças, aplicassem de suas estratégias mais que conhecidas, ficássemos ao lado dessa liderança, dando forças, contra a grande força.

Quando voltei do exílio, tinha uma estratégia de ação. Mais amadurecido, via que, não ia sozinho, derrubar o gigante. Apesar de já ter tido governado o estado do Rio Grande do Sul e com uma boa avaliação de governo, optei, por me candidatar, primeiramente, ao governo do Rio de Janeiro, pois, apesar de saber que seria uma eleição muito difícil, era ali, por ser um estado muito politizado e, de projeção, que, poderia despontar nacionalmente. E assim, consegui o meu objetivo. E, para ter o povo ao meu lado, sem que pudesse sofrer influência dos meios de comunicação, que, ainda estão, infelizmente, do lado, dessas forças estrangeiras, optei, no meu governo, formar cidadãos conscientes, construindo quinhentos CIEPS. É claro que, a minha estratégia, foi facilmente vista pelos adversários e, acabaram com o meu projeto de cidadania. Mesmo assim, tive uma boa avaliação por parte da população e estava em primeiro lugar nas pesquisas para Presidente na eleição de 1989. Arrumaram um jeito de me tirar do páreo ao dividirem a esquerda com a candidatura do hoje, presidente, Luiz Inácio Sapo Barbudo Lula da Silva e, dando a eleição ao Collor de Mello. É, Tive que engolir o sapo.

Collor ao assumir o governo, tiveram uma grata surpresa, pois, começou a incomodar as forças que o elegeram. Apesar de ter sido o meu adversário, comecei a apoiá-lo e, o convenci, de espalhar CIEPS por todo o país. Quando inauguramos o primeiro CIAC, saímos, Eu e o Collor, em todas as manchetes dos Jornais, em uma fotografia de mãos dadas. Pronto. Pensei. Vão querer tirar este rapaz do governo. Não deu outra. Mataram, politicamente, Eu e o Collor. O povo não entendeu na época, a grande armação. E, foi o fim, de um governo que estava prometendo. E, o senhor Lula, e o seu PT, serviram, mais uma vez, de arma, para essas forças estrangeiras.

O castigo veio a cavalo. Não. Veio de sapo. Saltitando. Hoje o Lula está sendo desmascarado e, o povo está vendo que, não há diferença entre ele, e os outros políticos que sempre criticou. E nem poderia ser diferente, pois, o Lula foi uma criação dessas forças estrangeiras para dividir a esquerda. Apesar dos pesares, aqui de cima, estou vendo que, não devemos, de forma alguma, deixar que tirem o Lula. Hoje aprendi, com um grande homem que está ao meu lado, Jesus Cristo, que devemos perdoar, principalmente os ignorantes. O presidente não é corrupto. Ele é omisso por incompetência. E os seus criadores sabiam disso. Sabiam que, mais cedo ou mais tarde, a desmoralização por incompetência ia acontecer e, viriam, como a salvação da pátria. E, o povo brasileiro, manobrado pelos meios de comunicação, por falta de educação, ia cair na armadilha e, nunca mais, apostar em uma candidatura de esquerda. Torço para que, uma linda princesa apareça, com muito amor em seu coração e, transforme esse sapo, através de um beijo, em um príncipe. E que, esse príncipe, calce as sandálias da humildade e faça uma grande reforma política, acabando, inclusive, com a reeleição. E que, essa mesma princesa, através de uma vara de condão, faça com que, o povo brasileiro aprenda, com esse mar de lama, a votar, e, escolher o melhor candidato para presidente nas eleições de 2006.

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