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...Macaé, ano I, Nº 19 - 2 a 9 de junho de 2006

A ARTE IMITA A VIDA... OU A NATUREZA

Daniel Filipe Rocha Matos
Especial O Rebate on-line
Macaé RJ

As etapas que antecedem o processo de plantio, no paisagismo, são projetadas como em qualquer outro projeto de arquitetura, engenharia ou outra profissão que requer a confecção de um plano de execução. Claro, evidentemente, seguindo os padrões relacionados à realidade do paisagismo.

Para estas etapas iniciais, alguns autores se utilizam de métodos mais tradicionais, como os desenhos em nanquim em folha milimetrada com escalonamento manual, outros preferem os mais modernos, como os softwares apropriados a estes estudos.

Para a escolha da vegetação, são necessários alguns cuidados, por exemplo: saber o tipo e as condições do solo, a iluminação diária, o tipo de planta adaptada à região e, principalmente, a linhagem paisagística a ser utilizada.

Cada autor ou profissional opta por uma ou mais corrente paisagística, outros incorporam estas linhagens a suas realidades e alguns inovam uma tendência sendo autodidatas.

Mas para que toda esta ramificação de pensamentos e atitudes necessárias a confecção do projeto exista, deve-se ter um ponto em comum aonde se partiram estas idéias. E este ponto, eu chamo de "inspiração" ou "Natureza".

As fotos a seguir ilustram o que está sendo passado neste artigo, que é a arte imitando a natureza.

A primeira foto demonstra a representatividade genética da vegetação de uma região de Floresta Ombrófila de Montana em Petrópolis. A segunda é de um jardim localizado na região próxima ao Quitandinha em Petrópolis. Note a semelhança da disposição da costela de adão ( Monstera deiliciosa ) na natureza e no jardim.

A terceira foto foi tirada a caminho do Horto Florália em Itaipava. Observem o arranjo natural de flores (maria-sem-vergonha - Impatiens walleriana ) adjacente a cachoeira. A fitosociologia é necessária no paisagismo. No paisagismo, deve-se ter uma percepção do tipo de ambiente em que a planta irá se adaptar, e depois, tentar projetar os possíveis cenários quanto a evolução ecológica da flora, pois os jardins são dinâmico, as plantas crescem. É preciso utilizar esta dinâmica como mais um instrumento de trabalho.

A quarta foto já é uma projeção artificial de uma cascata em um ambiente similar a foto anterior.

A quinta foto mostra um trecho da estrada BR-040 em direção a Petrópolis. Reparem a disposição florística de encosta.

A sexta foto tenta dar continuidade a questão da encosta, com o acréscimo de um manancial artificial em um afloramento rochoso seguido de epiftas (Bromeliaceae)

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Foto-1 - Composição florística de uma mata da floresta tropical

Natal Florido e Barato

À medida que o Natal se aproxima, enfeites vão surgindo nas portas, varandas, janelas e salas de estar. Mas como enfeitar? Qual a medida mais econômica? Como se deve fazer quando não se tem aquele tempo disponível? Essas são algumas das diversas questões que ocorrem em épocas festivas.

Às vezes, uma boa combinação de arranjos florais podem solucionar tais perguntas.

Dentre as plantas de ornamentação mais vendidas nessa época, a tuia-da-europa, a tuia-macã e o cipestre-de-monterei (pinheiros de natal) da família da Cupressaceae, o bico-de-papagaio da família da Euphorbiaceae, a palmeira ráfia da família Palmae, as inflorescências dos caetés fino, papagaio, baiano e pássaro-de-fogo da famíla Heliconiaceae e as orquídeas "Luck Strike" e a arundina, são opções viáveis de fácil manuseio e baratas, garantindo um ótimo enfeite.

Um destaque para as tuias que podem servir como ótimas árvores de Natal, e para a palmeira ráfia, podendo ser um ótimo porta-adereco natalino. As de pequeno porte servem como ótimos enfeites de mesa.

Todas essas plantas são facilmente achadas em floriculturas e viveiros.

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Foto-2 - Composição florítica de um jardim em Petrópolis

 

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Foto-3 - cachoeira - Itaipava

 

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Foto-4 - jardim com cascata artificial

 

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Foto-5 - mata de encosta na BR - 040

FLORES DE VERÃO

Alguns cuidados básicos devem ser tomados para quem pretende cultivar plantas ornamentais, como: a escolha dos solos (substrato), adubo, a quantidade de regas por dia e controle de pragas. Entretanto, o tipo de manutenção pela época do ano (estações) é um passo bastante importante para quem deseja manter a sua cultura.

O verão neste ano que se inicia aponta a um total de chuvas que variam entre 400 mm e 800 mm na Região Sudeste, variando entre 400 mm e 500 mm (próxima à média histórica) no Rio de Janeiro. A climatologia da temperatura mínima varia entre 18ºC e 22ºC (variando de normal a acima da média). Os valores históricos de temperatura máxima variam entre 24ºC e 32ºC, sendo que no Rio de Janeiro ultrapassam 32ºC. Estes dados foram extraídos da Previsão Climática elaborada em Fórum de Consenso entre o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

A atividade no jardim, durante este trimestre, é maior que nos outros meses, pois o calor elevado e as chuvas pesadas restringem bastante à semeadura e o cultivo de espécies floríferas. Entretanto há espécies que se adaptaram bem ao nosso clima e principalmente a este tipo de estação.

Dentre as espécies vegetais selecionadas, as que costumam florir nesta época são: a Petúnia ( Petunia sp.), copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica Spreng), Copo-de-leite-amarelo ( Zanthedeschia elliottiana ), Agapanto ( Agapanthus africanus Hoffm. ), Magnólia ( Magnolia grandiflora L ), Onze-horas (Portulaca grandiflora) , Begonia sempre-florida (Begonia semperflorens var. ) , Orquídea chuva-de-ouro ( Oncidiumvaricosum ), Crista-de-galo ( Celosia cristata L.), Amor-agarradinho ( Antigonon leptopus ), Yuca ou Círio-de-Nossa-Senhora ( Yucca gloriosa ), Cosmos ou beijo-de-moça (Cosmos bipinnatus) , Alstroemeria ou madressilva-da-serra ( Alstroemeria pelegrina ) e Lampranto ( Lampranthus zeyheri ).

Lembre-se sempre de consultar o floricultor para sanar as dúvidas em relacão ao modo de plantio e o tipo de substratos e outro insumos que devem ser adicionados.

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Foto-6 - Jardim de encosta

Rosas... Como cultivar o amor

Para que este instrumento de muitas inspirações continue arrancando suspiros de jovens apaixonadas ou apenas seja um portal para o início de eternas amizades, ou até mesmo uma arma pela paz, deve-se ter em mente que a planta exige alguns cuidados com iluminação e irrigação.

Deve ser plantada, preferencialmente em local ensolarado e bem arejado. Para florescer bem e o ano inteiro, a rosa precisa de sol pleno, pelo menos de 6 a 7 horas de luz solar em local com circulação de ar.

A planta não possui restrições quanto ao tipo de solo, contudo, uma terra argilosa, com boa drenagem e rica em húmus, será bastante benéfico a planta. Quanto ao pH, o índice ideal situa-se entre 5 e 7. Em lojas de produtos para jardinagem, é possível adquirir kits para medir o pH do solo. Se for necessário fazer a correção, uma boa dica é a seguinte: a adição de 150g de calcário dolomítico por m 2 de canteiro eleva em 1 ponto o índice de pH, por outro lado, 150g de sulfato de ferro por m 2 , diminui o pH em 1 ponto, explica a paisagista Rose Aielo Blanco.

Para o preparo do canteiro deve-se atentar a profundidade das covas (em linha) e a concentração de insumos. Uma profundidade entre 30 a 40 cm é o ideal, e para cada m 2 de canteiro adicione 15 kg de esterco curtido e 200g de farinha de osso.

Quanto ao período de plantio, os especialistas recomendam evitar os meses mais quentes. Já para o plantio de mudas chamadas de "raiz nua" o período mais indicado vai da segunda metade de Outono a segunda metade da Primavera.

Logo após o plantio das mudas e até a primeira floração, deve-se regar moderadamente, mas todos os dias. Depois disso, recomenda-se regar uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana em época de seca. Na temporada de chuvas é possível até suspender as regas. Uma dica: a terra deve permanecer ligeiramente seca entre uma rega e outra.

Em relação às podas a primeira deve ser feita cerca de um ano após o plantio e repetida todos os anos, entre os meses de julho e agosto.

Para aqueles que produzem em larga escala, eis uma dica para adubação:

Deve-se fazer de 2 a 3 adubações anuais: a primeira logo após a poda anual (entre julho e agosto); a segunda entre novembro e dezembro e a terceira entre os meses de janeiro e fevereiro. A melhor adubação é a orgânica, baseada em esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona. As quantidades, para cada metro quadrado de canteiro, são as seguintes:

· 2 litros de esterco curtido ou 2 Kg de composto orgânico
· 200g de farinha de ossos
· 100g de torta de mamona
Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpore-a ao solo.

A dica quanto ao cultivo foi dada, entretanto é apenas um passo. É sabido que a rosa representa o amor, contudo é essencial saber diferenciar o significado de cada cor.

A rosa vermelha significa amor e paixão; a amarela, felicidade; rosa, amizade; chá, respeito ou admiração; branca, paz ou pureza; laranja, fascínio e champgne, reverência.

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