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..Jornal on line - Ano I - 2006

Cadidja Lima

Cadidja Bernardo Cavalcante Lima, nascida em recife aos 30 de março de 1983.

Filha de um militar e uma pedagoga, vive em Porto Velho capital de Rondônia desde os 11 anos de idade .

Aluna dedicada desde criança, amante da natureza, Consultora empresarial, professora, Bacharel em administração Marketing, Pós-Graduada em Politica e Estratégias com foco na Amazônia: integração, desenvolvimento e soberania pela ADESG (Associação dos diplomados da escola superior de guerra).


Carnaval - Preservação Cultural

Caros Leitores,

Na próxima semana estarei escrevendo sobre a critica situação da internacionalização da Amazônia, mas nessa semana de carnaval gostaria de prestar uma homenagem a escola de samba carioca GRANDE RIO, pela belíssima atitude de homenagear o estado do AMAZONAS um estado Lindo e que vale ressaltar; possui 90% de suas florestas preservadas, essa preservação caminha em harmonia com grandes empresas e uma economia formidável, Amazonas es um belo exemplo pro mundo.

Vale ainda lembrar que a melhor preservação nesse carnaval é preservar as nossas vidas e saúde.

Acadêmicos do Grande Rio - Samba Enredo 2006

Amazonas, o Eldorado é Aqui

Uma expedição partiu
Buscando o eldorado no Brasil
O homem com sua ambição matou e destruiu
Assim dizimando aldeias
Seguiu rio abaixo até encontrar... mulheres... guerreiras
Verdadeiras donas do lugar
Que foram chamadas de amazonas
Daí o nome desse rio-mar
A lenda virou história... o mundo quis conhecer
Piratas de todo lado... pagaram pra ver
Fizeram benfeitorias... lutaram pra conquistar
E o bandeirante veio colonizar...
A luta... desse povo continua sem parar
Vem do tempo das missões no solimões e do forte
São José Levaram riquezas em nome da fé
O ouro e a borracha... quem é que não quer?
No maior estado do país
Nasceu um teatro, o povo aplaudiu
E a nossa capital é internacional...
Viva o nosso pólo industrial!!!
Chegou a hora do Brasil gritar com todo gás
Deixem o meu eldorado em paz!!!
Sou Grande Rio... Amor!
Amazonense
A minha floresta... tem o poder de curar
Amazonas...
Teu nome do mapa... ninguém vai tirar


Preservação x Desenvolvimento

Levanto aqui um questionamento sobre APP (área de preservação permanente)

Vejamos inicialmente a definição de Amazônia Legal no inciso VI, § 2°, Art. 1° do Código Florestal:

§ 2° Para os efeitos deste Código, entende-se por:
VI - Amazônia Legal: os Estados do Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do paralelo 13° S, dos Estados de Tocantins e Goiás, e ao oeste do meridiano de 44° W, do Estado do Maranhão.

Temos de pensar bem antes de levantar a bandeira de que a maior parte da Amazônia seja declarada APP (área de preservação permanente) pelo Poder Público, conforme artigo 3º do Código Florestal:

Art. 3º Consideram-se, ainda, de preservação permanentes, quando assim declaradas por ato do Poder Público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas:

a) a atenuar a erosão das terras;
b) a fixar as dunas;
c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;
d) a auxiliar a defesa do território nacional a critério das autoridades militares;
e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico;
f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção;
g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas;
h) a assegurar condições de bem-estar público.

Tudo isso parece bom, mas quando usamos o termo PRESERVACÃO surge um grande impasse, na preservação permanente não se pode tocar, pra nada, pesquisas, fins lucrativos nada... mas nisso você envolve as comunidades ribeirinhas, nativas da região (amazônidas) e eles necessitam da floresta e dos seus recursos para sobreviver e com a preservação permanente até os ribeirinhos e tribos indígenas seriam proibidos de usufruir da floresta, talvez uma melhor solução seria tornar uma reserva legal, no caso vc pode usar, mas de maneira sustentável, veja:

Área de Preservação Permanente - área protegida nos termos dos artigos 2º e 3º do Código Florestal, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico da fauna e da flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas. Nas áreas de preservação permanente os recursos naturais não podem ser explorados.

Reserva Legal - área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente. A Reserva Florestal Legal é necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. Pode ser explorada através de plano de manejo.

A área de reserva Florestal legal dentro de cada propriedade varia de acordo com a região do País em que esta está inserida.

Desenvolvimento sustentável é uma realidade, apresentei na semana passada uma prova disso, a Amazônia é nossa, devemos INTEGRAR para Não ENTREGAR.


Amazônia

Durante muito tempo por trás de todos os modelos de desenvolvimento planejado para a Amazônia estava a imagem de uma grande floresta praticamente desconhecida e homogênea.

Uma definição duplamente incorreta, primeiro pela premissa de que essa floresta era toda igual, segundo, que era desabitada.

Desmistificando essa visão anterior. Hoje, as políticas para a Amazônia levam em conta que a região, alem de possuir cidades bastante populosas, está ocupada por povos da floresta, que, no ultimo século desenvolveram um intenso processo de conhecimento da natureza local que não pode ser desprezado.

O mais recente projetos ambientais para a Amazônia passaram a contar com a participação das populações tradicionais, ou seja, passaram comunidades que vivem em áreas ricas em biodiversidade há séculos, como os indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos e os serinqueiros.

O resultado foi o aparecimento de dezenas de pequenos empresários, movimentos populares e associações de moradores da região que desenvolvem pequenas fabricas de cosméticos, perfumes, fototerápicos, artesanato, tecelagem polpas de frutas, entre outros produtos naturais alem de atividades ligadas ao desenvolvimento do eco turismo.

O objetivo desses empreendimentos e explorar recursos da floresta de maneira viável e duradoura, contribuindo para a melhoria de vida das comunidades locais e para a preservação do meio ambiente. 

 A primeira reserva no Brasil a ter seu plano de desenvolvimento foi a Reserva Aquariquara, no município de Vale do Anari, com 18.100 hectares. Hoje, cerca de 40 famílias de seringueiros desenvolvem atividades extrativistas na Reserva.

O Plano, que inclui também um trabalho de fortalecimento das mulheres extrativistas, está na segunda fase de implantação, pois nos primeiros seis meses os moradores tiveram sucesso em quase todas as ações previstas.

 Aquariquara é uma reserva onde a extração da borracha é feita em terra firme e, diferentemente da Reserva Extrativista do Rio Cautário, permite a extração do látex o ano todo.

É uma área remanescente de florestas no Projeto de Assentamento Machadinho, onde o Incra assentou colonos que receberam somente metade da área usual de 100 ha. A outra metade, destinada a reserva legal foi agrupada em áreas mais frágeis na forma de reservas florestais condominiais (conhecidas entre os técnicos rondonienses por "reservas em bloco").

Mais tarde, verificada a impossibilidade legal dos colonos manterem sua cota de reserva legal nas reservas condominiais e a população extrativista que ocupava a área, essas reservas foram destinadas a reservas extrativistas.

Aquariquara é a maior das "reservas em bloco" de Machadinho. Como a maioria, está cercada de lotes de colonos, que algumas vezes são aliados dos seringueiros, e outras facilitam as invasões por madeireiros ou caçam no interior da reserva.

Em certas linhas, como a MP 44 e a MP 46, boa parte dos colonos são seringueiros donos de colocações no interior da reserva. Os filhos estudam na escola da linha, o posto de saúde, assim como a máquina de arroz, localiza-se em uma parcela que agora pertence à Associação, e a agricultura é feita principalmente nos lotes. As colocações são destinadas à coleta do látex e ao plantio de sistemas agro florestais. Assim, Aquariquara é uma reserva extrativista bem peculiar.

Os moradores de Aquariquara são representados pela Associação de Seringueiros de Machadinho, que representa além de Aquariquara outras 15 reservas extrativistas na região. Assim como a Reserva Extrativista do Rio Cautário, Aquariquara está executando um Projeto de Manejo Comunitário de Recursos Florestais, onde a madeira é o produto principal.

 A extração de madeira de reservas extrativistas sempre foi polêmica. Entretanto, a pressão dos madeireiros sobre as reservas, a baixa capacidade dos órgãos ambientais de defendê-las e a falta de alternativas econômicas têm levado as entidades que representam ou apóiam os seringueiros a rever sua posição contrária à extração madeireira. A partir do conhecimento de técnicas de extração que podem tornar a atividade madeireira sustentável.

Em machadinho a madeira e utilizada de modo sustentável em um projeto chamado Tecidos da Floresta, o produto vem adquirindo cada vez mais espaço no mercado internacional. Alem de ser um produto ecologicamente correto, possui qualidade impar.

O projeto tem apresentado melhoria significativa na melhoria da qualidade de vida das famílias envolvidas.

 

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