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...Macaé, ano I, Nº 16 - 12 a 19 de maio de 2006

CRIANDO DIORAMAS

Antonio R. Nóbrega

Um problema é que as cenas reproduzidas em geral são vinheta, são figuras sem vida. Não que sejam mal-feitas, ou coisa do tipo. O problema é que em geral, são itens apenas para complementar a cena e não para dar vida , sem nada de especial ou algo que chame a atenção. Dioramas assim são "feijão-com-arroz", todo mundo já fez e acabam se tornando lugar-comum.

Para fazer um diorama que chame a atenção é necessário que ele tenha vida, e, nesse caso, é preciso usar da criatividade. Essa matéria é um conjunto de dicas que você pode usar para que o seu diorama seja notado e comentado. Algumas delas requerem mais técnicas, dinheiro, mas outras necessitam apenas imaginação.

Título

F...you Buddha!Essa talvez seja a maneira mais barata. O título deve chamar a atenção para a cena de imediato. O observador deve reconhecer o título na cena. Lógico que para isso, depende do conhecimento do observador também. Uma dica dentro desta, é colocar frases de, humor, e por aí vai. Exemplo. Uma pequena vinheta teria uma figura de Adolf Hitler descendo de um palanque, prestes a pisar em uma casca de banana. A vinheta seria chamada de "O Dia D". Frases polêmicas ou controversas podem fazer seu diorama ficar falado, para o bem ou para o mal. Lembre-se que várias pessoas verão seu diorama, e muitas podem não gostar do que está sendo mostrado, principalmente quando o assunto é religião ou sexo.

Ação / Movimento

Aichi Val DecolandoEssa dica é principalmente voltada aos aviões e carros. Em geral, mesmo com cenas bastante ricas, nota-se uma ausência de movimento. A cena é praticamente uma foto em três dimensões. A dica é dar movimento na cena. Isso é feito colocando-se o avião em posições que mostrem que obviamente ele não está parado. Aviões à hélice, podem ter esse efeito ainda aumentado colocando-as em movimento. Para isso, existem pelo menos três opções: kits com motor que estão chegando ao mercado, discos de plástico transparente; e photo-etcheds, também novos, de hélices em movimento. A segunda opção é sem dúvida a mais barata e tem um visual relativamente bom. Para carros, a dica é deixá-los fazendo curvas (com a tensão na suspensão ficando evidente). Carros de rally são um prato cheio.

Abandonados e Envelhecidos

Embora contem com uma boa participação em eventos, dioramas de carros e aviões abandonados, aviões abatidos, veículos afundados são bem interessantes e impressionam pelo trabalho de envelhecimento. Em geral, esses dioramas não necessitam de figuras acessórias e nem requerem habilidade na montagem. No entanto, as técnicas de envelhecimento são bem mais exigidas. É preciso estudar bastante os truques para conseguir o efeito desejado.

Riqueza de Detalhes

Possivelmente, essa é a opção mais cara a trabalhosa. A idéia é acrescentar detalhes "para onde quer que se olhe". A riqueza de detalhes impressiona as pessoas. Como já dito no texto introdutório sobre dioramas, isso requer bastante variedade de kits e de várias fontes. Assim, um diorama desses, pode ficar até 10 vezes mais caro que os kits que o compõe.

Nesse caso, o cuidado é não carregar a cena demais, a ponto de parecer artificial. Além disso, é preciso cuidado para não colocar objetos "opostos" em uma cena (Ex: um trator americano, puxando um avião alemão). É claro, que nesse ponto, algumas concessões são permitidas, pois nem tudo é possível de achar ou fazer.

Hangar de F14Hangar de F14Hangar de F14

Elementos Naturais

Em vários casos, é difícil imitar certos elementos naturais. Talvez o mais desejado seja a água. Vejo muitos modelos de navios bem-feitos, mas com uma superfície de água simplória. Um truque simples, mas com ótimo resultado é fazer uma caixa de vidro onde a água é simplesmente um pedaço de vitrex (de banheiro).

O fogo é ainda mais difícil de imitar. Porém já vi diversos efeitos de fumaça sendo feitos com chumaços de algodão. Alguns usam luzes vermelhas alaranjadas, sobre algodão pintado de preto. O efeito só fica bom se houver bastante prática. Por falar em luzes, é possível ter efeitos usando-se pequenas luzes, em ambientes noturnos. Com o auxílio de fios de náilon e lanterna, pode-se ter uma espécie de fibra ótica, onde você transporta a luz da lanterna para qualquer lugar. Um uso disso é fazer a da iluminação das janelas de um navio.

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