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...Macaé, ano I, Nº 23 - 30 de junho a 7 de julho de 2006
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Culinária

Por Angela Maria

Acarajé

Ingredientes:
1/2 Kg de feijão fradinho
2 cebolas grandes
250 g de camarão seco ( se colocar o camarão de molho por uma hora em água fria, terá que acrescentar sal, senão, cuidado, para não salgar
1 colher (chá)  de gengibre ralado
Sal se necessário

Azeite de dendê para fritar 

Vatapá para rechear

Preparo:

  • Tem duas maneiras de fazer, a primeira é muito mais prática e rápida, a segunda é a tradicional.
  • Acho que a rápida não fica devendo nada à segunda.
  • 1º maneira de preparar:
  • Bata o feijão aos poucos no liqüidificador, seco, para triturar.
  • Coloque em uma bacia e cubra com  água.
  • Espere 1 minuto e retire as casacas que sobem na superfície com uma peneirinha.
  • Repita  a operação, trocando a água mais 3 vezes.
  • Volte ao liqüidificador, também aos poucos, agora com água o suficiente para bater, formando uma massa.
  • Coe em um pano fino, esprema e reserve.
  • Bata agora no liqüidificador, a cebola, o gengibre, e o camarão.
  • Junte à massa de feijão em uma bacia.
  • Bata bem com uma colher de pau, mexendo de baixo para cima, para o ar entrar e a massa ficar bem leve, até dobrar de volume.
  • Coloque o azeite de dendê num tacho e deixe esquentar bem, junte uma cebola média inteira (para não queimar o azeite).
  • Modele os acarajés com uma colher de pau, pegue uma quantidade de massa da panela e com uma colher de sopa ajude a modelar.
  • A quantidade de massa para cada acarajé é de 3 colheres de sopa.
  • Frite e escorra em bastante papel toalha.
  • Recheie a gosto.
  • Normalmente o acarajé é servido com vatapá, molho de camarão e pimenta, para ficar como dizem os baianos, "quente"!
    2º maneira de preparar:
  • Deixe o feijão fradinho de molho com a água durante 24 horas.
  • Troque várias vezes a água para não azedar.
  • Depois, lave bem em vários litros de água e, em seguida, retire a casca e os olhinhos pretos.
  • Passe o feijão no moinho ou no processador, aos poucos.
  • Coloque em uma bacia e o restante é igual ao preparo anterior.
    Pimenta para o acarajé
  • Ingredientes:
    1/2 kg de pimenta malagueta
    Camarão seco a gosto
    Azeite de dendê a gosto
    Sal
  • Preparo:
  • Pique o camarão em pedaços bem pequenos.
  • Em uma frigideira, junte todos os ingredientes e frite um pouco.
  • Deixe a mistura bem molhada.

Dica: Sirva com Vatapá

 

Angu Mineiro

Ingredientes:
2 xícaras de água
6 colheres (sopa) de fubá

Preparo:

  • Coloque a água para ferver e adicione três colheres de fubá.
  • Mexa, em círculos, com colher de pau e deixe cozinhar até que se forme um mingau.
  • Quando cozido, acrescente o restante do fubá aos poucos, mexendo sempre até que o angu fique bem cozido e soltando do fundo da panela.

Dica:
O Angu mineiro não leva sal.

 

Arroz com Coco

Ingredientes:

1/4 xícara de óleo
1 cebola picada
2 dentes de alho amassados
2 xícaras de arroz
1 vidro de leite de coco
Água o suficiente
sal à gosto

  • Preparo:
  • Refogue o alho e a cebola.
  • Junte o arroz, lavado e escorrido.
  • Refogue bem, para que fique saboroso.
  • Acrescente o leite de coco, a água, o sal e deixe cozinhar.
  • Esse arroz acompanha bem, peixe, moqueca e camarão.

Baião de Dois

Comida típica do sertão do nordeste. Originalmente, o feijão é cozido em uma panela de ferro, e só depois, acrescente o arroz e deixa cozinhar. O processo todo demora muito tempo. Para facilitar, pode cozinhar o feijão à parte, na panela de pressão.

Baião de Dois / Baião

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Capitão que moda é essa       
Deixe a tripa e a cuié 
Homem não vai na cozinha
Que é lugar só de mulhé
Vô juntá feijão de corda
Numa panela de arroz
Capitão vai já pra sala
Que hoje tem baião de dois 
Ai, ai, ai
Ai baião que bom tu sois
Ó baião é bom sozinho
Que dirá baião de dois Sucesso antigo da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, honra e glória da música popular brasileira, a letra de Baião-de-dois, escrita em meados do século passado, mostra que o prato nasceu humildemente, como aconteceu com o próprio o rei do baião - Gonzagão era filho de família pobre de Exu, Pernambuco. No Ceará, terra do parceiro Humberto Teixeira e berço provável da receita, compunha-se da mistura simples de feijão-com-arroz, toucinho, algum tempero, um pouco de farinha e nada mais.

Variações:
Hoje, abriga ingredientes diferentes, dependendo da região, da oferta de alimentos, das preferências do cozinheiro e do gosto do freguês. Na Paraíba, chama-se rubacão. Em Alagoas, arrumadinho. Há quem use queijo de Minas ao invés do de coalho, adote temperos diferentes, troque a cebola por pimentão, sirva a carne-de-sol como acompanhamento, junto com paçoca e pirão. Apesar da variabilidade, tudo é baião-de-dois. É um prato comum em São Paulo. Afinal, a capital paulista abriga um contingente de mais de quatro milhões de nordestinos ou descendentes. Centenas de restaurantes, bares ou barracas de feiras oferecem versões diversas cotidianamente, entre outras receitas típicas. Alguns são sofisticados, do ponto de vista formal, embora a qualidade da comida nem sempre acompanhe o capricho visual. Outros se destacam pelo sabor de seus pratos, atraindo gente de tudo quanto é canto, credo, cor, poder aquisitivo e profissão. 

Baião de Dois  / Receita

Ingredientes:
1/2 kg de feijão verde, ou feijão de corda, que é feijão verde já seco
200 g de toucinho defumado
1 paio (cortado em rodelas)
2 tabletes de caldo de bacon
1 cebola grande picada ou ralada
1 dente de alho amassado
1 pimenta de cheiro amarela
4 colheres (sopa) de óleo
Salsinha ou coentro picado, de 1 colher (sopa) à 1 xícara
2 e 1/2 xícaras (chá) de arroz
150g de queijo de coalho (cortado em fatias finas)

Preparo:

  • Lave o feijão e deixe o feijão de molho de véspera.
  • No dia seguinte, cozinhe-o juntamente com o paio e o caldo de bacon dissolvido em dois e meio litros de água fria.
  • Se usar o feijão mulatinho opte pela panela de pressão.
  • Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de 1 hora.
  • Em outra panela, doure a cebola e o alho, no óleo.
  • Junte o coentro e o arroz e refogue bem até ficar brilhante e um pouco transparente. 
  • Acrescente o feijão e o paio já cozidos, juntamente com o caldo.
  • Misture bem, tampe a panela e deixe cozinhar até que o arroz fique cozido, úmido e com consistência cremosa.
  • Durante o cozimento do arroz, se necessário adicione água, tomando o cuidado para não deixar a mistura ficar seca.
  • Junte a salsinha e mexa com cuidado.
  • Então, cubra o arroz com as fatias de queijo.
  • Tampe a panela novamente e deixe que o vapor derreta o queijo.

    Sirva em uma travessa de barro  acompanhado de um ou mais acompanhamentos abaixo:
  • Costelas de porco
  • Mandioca frita
  • Ovo frito
  • Carne de sol frita ou assada
  • Banana-da-terra cozida e picada ou com farinha de mandioca

Dicas e Opções:

  • Acrescente 1 pimentão vermelho grande picado ou verde.
  • O toucinho é usado para dar gosto ao feijão. Se preferir, cozinhe o feijão com carne seca dessalgada e picada em pedaços pequenos.  
  • Use queijo mussarela ou queijo de minas no lugar de  queijo de coalho, mas isso só se não achar, o que é uma peninha.
  • Use manteiga de garrafa ao invés de óleo.
  • O feijão pode ser substituído por mulatinho ou carioquinha, claro que não dá o mesmo resultado.

 

Canjiquinha Mineira

Também conhecido como Quirera de milho ou Quirerinha com suã ou costelinha no interior de São Paulo, e Péla-égua em algumas regiões de Minas. Esse prato é  rico e saborosíssimo. As receitas podem ter variações, mas  basicamente mudam a quantidade e variação das carnes, alguns temperos e acompanhamento, que você pode escolher. 

Ingredientes :
500g de canjiquinha amarela de milho ( em algumas receitas se encontra o termo  quirera, mas não é a quirera de milho seca) 
1/2 xícara de óleo
4 cebolas médias picadinhas
6 dentes de alho picadinhos
3 tomates
100 g de bacon picadinho
Sal e pimenta do reino
2 kg de carne de porco (suã, costelinha, lombo, ou pernil)

Pode ser menos, mas pelo menos o dobro do peso da canjiquinha
Tem quem goste de acrescentar costelinha salgada, bacon, paio, carnes de vaca como ponta de peito e até lingüiça portuguesa, além de couve por cima.
Até feijão cozido e queijo ralado por cima é usado em algumas regiões.
Eu dispenso o queijo, e para os que não ficam sem, eu diria que servir o feijão com molho grosso para acompanhar pode ser uma pedida. Assim não interfere no visual e no paladar.
Eu prefiro só com carnes de porco, e servir com a couve fininha refogada com bacon e alho douradinho.

Preparo:

  • Corte as carnes em pedaços e tempere. Deixe geladeira, marinando de um dia para o outro. No dia seguinte, refogue e cozinhe em panela de pressão (deixar a carne um pouco dura, para acabar de cozinhar depois, junto com a canjiquinha).
  • Lave a canjiquinha.
  • Coloque a canjiquinha de molho de um dia para o outro.
  • Em uma panela grande coloque o bacon picado e derreta-o.
  • Doure na gordura o alho e a cebola ralada.
  • Acrescente o tomate picado (sem pele), jogue a canjica na panela e cubra tudo com água.
  • Deixe cozinhar por meia hora, até que a coisa engrosse um pouco. O ponto correto é quando a canjica está mole mas sem desmanchar feito sagu.
  • Retire então a costelinha , frite em fogo baixo, mexendo sempre para que a carne doure por igual. 
  • Dizem que alfavaca, é que dá o aroma característico ao prato, tem quem prefira só louro.
  • Tampe a panela por cinco minutos mantendo o fogo baixo,  para apurar.
  • Adicionar cheiro verde picado por cima.
  • Sirva as costelinhas enfeitando a canjiquinha.  

Guarnição:
Couve picada bem fina e refogada, com bacon fritinho e alho douradinho por cima.
Molho de pimenta malagueta.

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