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'...Macaé, ano I, Nº 39 - 20 a 27 de outubro de 2006
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Herpes

Ana Cristina Gama

Herpes Simples

O herpes simples é uma doença infecciosa aguda. Com exceção das infecções respiratórias, é, provavelmente, a virose mais comum. 

Os vírus do herpes simples (VHS ou HSV), apresentam dois tipos distintos: tipo 1 (VHS-I), causador das infecções bucais, e o tipo 2 (VHS-II), causador das infecções genitais. 

Atualmente, sabe-se que tanto o tipo 1 como o tipo 2 podem provocar infecções em ambas as localizações, entretanto, a maioria das infecções bucais é devida ao VSH-I. 

São vesículas que aparecem geralmente na gengiva, língua e lábios, podendo em média durar 10-14 dias. Pode causar febre, mal-estar, dor de cabeça, dor ao deglutir, irritabilidade, náuseas, fadiga, perda do apetite, indisposição, inflamação dos gânglios e dor de garganta; pode ocasionar gengivite intensa. 

O aspécto clínico e a história da doença pelo VHS são bem característicos. 

Para que um indivíduo apresente o herpes simples, é necessário que na infância, ele tenha apresentado a gengivo-estomatite herpética primária. Caracteriza-se por lesões inflamatórias que evoluem a ulcerações superficiais por toda a mucosa bucal, acompanhada de dor, febre, irritabilidade e linfadenopatia regional.

Regridem em 2 a 3 semanas. Isto é a infecção primária, ou seja, o primeiro contato com o vírus causador do herpes simples. 

Após a infecção primária, o vírus se instala nos gânglios nervosos regionais, permanecendo latente, dormente, até ser reativado. As lesões recidivantes iniciam-se com ardor local, coceira e aparecimento de pequenas vesículas que coalescem, originando lesões maiores. Posteriormente, estas se rompem ocasionando ulcerações com halo eritematoso, ou seja, a região fica muito vermelha, machucada e dolorida. 

Normalmente, as lesões cicatrizam em 7 a 14 dias sem deixar marcas. 

Os fatores capazes de desencadear as recidivas, tirar o vírus da latência são: infecções das vias aéreas, doenças que são acompanhadas de febre alta (pneumonia, sinosites...), raios solares, traumatismo, mestruação, estress físico e emocional. As causas predisponentes são as que diminuem a resistência do paciente. Na maioria dos casos, não se consegue identificar o fator desencadeante. É mais freqüente em adultos e em crianças na faixa etária de 1 a 6 anos, podendo estar associado ao período da erupção dentária. 

Deve-se fazer tentativas de controle da doença através de quimioterápicos antivirais e programas educativos. Não há tratamento específico, mas a desidratação das vesículas com vapor de cânfora, álcool absoluto, ou tintura composta de benzoía pode acelerar o curso da doença e promover a cicatrização sem seqüelas. O controle da infecção por este vírus baseia-se na prevenção através do cumprimento rigoroso das normas universais de biossegurança. Com um acompanhamento profissional é indicado para tratar, em alguns casos, Aciclovir - compr. (fazer uso do medicamento somente com receita); na fase prodrômica da manifestação do herpes, pode-se usá-lo topicamente de 5 a 6 vezes ao dia. Os casos de resistência são raros e, quando ocorrerem, a droga de eleição é o Foscarnet. O dentista vai saber o que é indicado para seu caso. 

O VHS é mais freqüentemente transmitido através do contato direto com lesões ou objetos contaminados. A disseminação assintomática do vírus, através de fluídos orgânicos (sangue, saliva e secreções vaginais) ou das lesões crostosas - consideradas até como não infectantes - constituem uma importante forma de trasmissão. 

O vírus sempre está presente na saliva do indivíduo durante a evolução da doença, podendo transmitir-se através de perdigotos e também pelo beijo. 

Esse vírus pode infectar a pele ou membranas mucosas. Pode provocar também infecção ocular (via aerossóis ou auto-inoculação), porém não consegue atravessar a pele íntegra. 

O VHS pode sobreviver por 2 horas na pele; por 4 horas em superfícies plásticas e por até 3 horas em tecidos. 

O vírus quando penetra em um organismo saudável, que não tinha tido contato com o vírus até o momento, ele costuma permanecer em estado de latência. A reativação pode ser estimulada por trauma dos tecidos, estress, imunossupressão, luz ultravioleta, alterações hormonais e infecções. 

Atenção 

A persistência dessas lesões causadas pelo VHS, por mais de 4 semanas associadas à soropositividade para o HIV é conclusivo para o diagnóstico de AIDS. Procure sempre um profissional da área de saúde para orientações!!! 

Seguem algumas ilustrações de herpes simples.

Na região anterior do lábio, temos o herpes simples na fase de crosta, constituem uma importante forma de transmissão, como dito anteriormente. No canto da boca, está o herpes simples ainda na fase de vesículas, esta secreção produzida, é extremamente contagiosa.

Este paciente portador do vírus herpes simples, teve uma manifestação na língua, em forma de placa branca amarelada, com os mesmos sinais e sintomas das demais manifestações.

Caso de Herpes Recorrente onde o paciente apresentou todos os sinais e sintomas anteriormente relatados no artigo

O que é herpes?

Herpes é o nome de um grupo de vírus que causam o aparecimento de vesículas e úlceras dolorosas na pele. O herpes simples é caracterizado pelo aparecimento de pequenas úlceras ao redor da boca ou nos órgãos genitais. O vírus varicela zoster é responsável pela varicela e pelo herpes zoster.

Como ocorre a transmissão?

O herpes genital é facilmente transmitido. O vírus é transmitido a partir de uma pessoa contaminada, através de uma porta de entrada na pele, boca, pênis, vagina, trato urinário, colo do útero ou ânus. É mais facilmente transmitido quando há lesões visíveis, mas a infecção também pode ocorrer a partir de indivíduos sem sinais ou sintomas da doença.

O herpes genital normalmente é transmitido durante a relação sexual, inclusive através do sexo oral. O vírus também pode ser transportado de um lugar para outro do corpo, como, por exemplo, dos órgãos genitais para os dedos, e então para os olhos ou outras regiões. Também pode ser transmitido de mulheres gestantes para a criança durante o parto.

Se achar que tenho herpes, o que devo fazer?

Se você achar que pode estar com a doença, procure o médico o mais rápido possível. Quando o paciente apresenta lesões cutâneas, é fácil fazer o diagnóstico. Assim, é possível iniciar o tratamento e provavelmente melhorar os sintomas da doença.

O que ocorre após a infecção?

Após a infecção, ocorrem diferentes estágios da doença. Cada etapa é descrita a seguir.

Estágio inicial

Essa fase tem duração variável, mas em geral começa entre 2 a 8 dias após a infecção. Geralmente, surgem algumas pequenas vesículas dolorosas preenchidas por líquido claro ou turvo sobre uma área avermelhada. Essas vesículas se rompem rapidamente e formam pequenas úlceras. Em alguns casos, as vesículas nem são observadas.

Os pacientes com lesões genitais podem apresentar dor durante a micção. Além disso, pode ocorrer febre e outros sintomas encontrados em infecções virais.

Enquanto a maioria dos pacientes apresentam uma fase inicial dolorosa, alguns não apresentam sintomas e podem nem mesmo saber que estão infectados.

Estado latente

Durante esse estágio, não surgem vesículas, úlceras ou outros sintomas. Nesse momento, os vírus migram da pele para os nervos localizados próximo à medula espinhal, onde permanecem em estado latente até que algum fator provoque o aparecimento dos sintomas.

Fase ativa da doença

O vírus começa a se multiplicar nos nervos. A partir daí, pode ser encontrado nos fluidos corporais, como a saliva, sêmen ou na secreção vaginal. Nesse período, não ocorrem sintomas mas o vírus pode ser transmitido para outras pessoas.

Recidivas

Após o primeiro episódio da doença, muitas pessoas apresentam novas lesões periodicamente (recidivas). Em geral, os sintomas são menos intensos que no episódio inicial.

O estresse e outras doenças podem desencadear novos episódios. Além disso, a exposição solar e o período menstrual também podem estar relacionados à recidiva. Em alguns casos, antes do novo episódio, o paciente se queixa de formigamento ou prurido no local onde ocorreu a infecção.

Existe cura?

Não, mas alguns medicamentos podem ajudar. Em muitos pacientes, uma droga chamada aciclovir (Zovirax?) pode acelerar o processo de cicatrização e aliviar a dor.

Os comprimidos de aciclovir podem ser utilizados para tratar o primeiro episódio e a recidiva da doença, conseguindo evitar ou reduzir o número de recidivas. Também pode ser encontrado sob a forma de creme, para uso tópico nas lesões.

O fanciclovir (Famvir?) e o valaciclovir (Valtrex?) são outros medicamentos utilizados para tratar e prevenir os episódios da doença.

Existe um período seguro para ter relações sexuais e não transmitir a doença?

Tendo em vista que é difícil ter certeza quando você pode transmitir a doença, nenhum momento é completamente seguro. Por esse motivo, é importante avisar o seu parceiro que você tem herpes.

Durante a fase ativa da doença, deve-se evitar manter relações sexuais. Nesse período, o risco de tranmissão é elevado. Outro motivo para evitar relações sexuais nesse período é o maior risco de transmissão do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

Você deve sempre utilizar preservativos. Quando utilizado da forma correta, é o único método que ajuda a reduzir o risco de transmissão da doença. Para uma maior proteção, juntamente com o preservativo, use espermicida (como aqueles que contém nonoxinol-9).

Se estiver grávida, posso transmitir a doença para a criança?

Caso tenha a doença ou mantenha relações sexuais com alguém que tem, converse com o médico. A principal preocupação é a transmissão da doença para a criança que, nesses casos, pode ser grave.

No útero, normalmente, a criança está protegida. Entretanto, ela pode ser infectada quando atravessa o canal do parto. Se você estiver com a doença no momento do parto, para evitar que a criança atravesse o canal do parto, o médico pode optar pela realização de cesariana.

Dicas sobre como lidar com o herpes

•  Se você achar que está com herpes, converse com o médico.

•  Lembre-se que você não está só. Milhões de pessoas também têm herpes.

•  Mantenha-se saudável e evite o estresse.

•  Não coloque os dedos sobre as lesões.

•  Avise o seu parceiro sexual e use preservativos.


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