Baixa imunidade e estresse podem ser detonadores para o aparecimento do herpes, caracterizado por lesões formadas por pequenas bolhas avermelhadas e agrupadas. Para os casos que são recorrentes é possível minimizar a situação com um tratamento contínuo com antivirais.
O dermatologista Andrei Bungart Nonino, de Londrina, explica que o herpes pode se dividir em dois grupos - o primeiro, simples, que se manifesta nas regiões labial ou genital, e o segundo, o zóster, causado pelo mesmo vírus da varicela (catapora).
Geralmente, o primeiro contato com o herpes simples acontece na infância, e o vírus fica latente no organismo, só esperando uma chance para se manifestar. Essa chance pode aparecer na forma de baixa imunidade e estresse já citados, mas também por febre, problemas de saúde bucal ou pós-cirúrgicos, queimadura de sol, ressecamento dos lábios e traumas. Quem tem herpes recorrente também pode ter o vírus ''ativado'' no período menstrual, junto com uma infecção ou pelo uso de remédios que baixam a imunidade.
Segundo o dermatologista, o primeiro contato com o herpes simples nem sempre tem sintomas, ou tem quadro característico de uma virose, que as pessoas não relacionam com o herpes. Ou ainda tem sintomas muito acentuados, com mais lesões.
A melhor forma de tratamento das erupções, que duram de sete a dez dias, é fazer uso de um antiviral, sempre receitado por um médico. O efeito é melhor - as erupções diminuem mais rapidamente - se o medicamento for tomado em até 48 horas depois do início da coceira característica da doença. Segundo o dermatologista, os medicamentos em forma de creme tem pouca eficácia, mas também podem ser usados.
Quando as crises aparecem mais de seis vezes ao ano é considerada recorrente, e o melhor tratamento é fazer uso de antiviral continuamente, por alguns meses. ''Não vai haver cura, mas pode diminuir o intervalo das crises'', aponta o dermatologista.
Hoje, pesquisas nos Estados Unidos estudam a possibilidade de criar uma vacina contra o herpes, ''mas ainda não há nada disponível''. ''As que existem são pouco eficazes'', atesta Nonino.
Outras medidas como uso de protetor solar labial ajudam a prevenir a afecção nos lábios. Para prevenir a forma genital, é preciso usar preservativo e não ter contato sexual durante a manifestação das lesões. Na mulher grávida, o herpes genital aumenta as chances de aborto e do bebê nascer prematuro. Um pré-natal bem feito pode indicar a opção por uma cesariana ao invés do parto normal, se a mulher estiver com herpes. |