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...Macaé, ano I, Nº 18 - 26 de maio a 2 de junho de 2006

Matéria de ana cristina de lacerda gama soares especial para o rebate on-line

Mãe, beleza em todas as idades

Fonte : (Estado do Paraná - PR)

Para aquela que está preocupada porque estão surgindo linhas de expressão e rugas, e gostaria de se sentir mais confiante com relação à aparência, o primeiro passo é mudar de atitude. Manter o corpo em boa forma, cuidar da pele "religiosamente", adotar uma dieta saudável e um estilo de vida equilibrado são decisões inquestionáveis. Cirurgia plástica, aplicações de toxina botulínica e preenchimentos faciais? Claro que sim, mas sem encarar esses procedimentos como milagres anti idade.

Vale lembrar que, em cada fase da vida, a mulher encara a necessidade de cuidar mais atentamente de alguma parte do corpo. Depois da adolescência, quando espinhas e cravos costumam ser o principal desconforto estético feminino, a pele denuncia se foi sempre bem tratada ou se houve alguns descuidos, principalmente em relação ao sol.

Para combater as manchas e o envelhecimento precoce da pele, deve-se tomar algumas medidas importante, como usar hidratantes diariamente, principalmente à noite. As substâncias clássicas, como os ácidos retinóico, glicólico, kógico e vitamina C, continuam sendo ótimas para apagar manchas na pele. O tratamento a laser, com equipamentos modernos de luz intensa pulsada ou mesmo o laser 'YAG', continua sendo empregado com sucesso no fotorejuvenescimento não ablativo. As sessões de laser têm duração média de 30 minutos, dispensam internação e anestesia.

Dos 30 aos 45 anos, a mulher está mais atenta às gordurinhas localizadas. Nessa fase, em que a maioria já teve seus filhos, vai ficando cada vez mais difícil se livrar do excesso de peso. As áreas mais atingidas são a barriga, o abdome e o culote. A lipoaspiração é o procedimento cirúrgico mais realizado nessa fase. Também existe a vibrolipoaspiração, a laserlipólise e o vaser. Todos os métodos são eficientes se empregados com cautela e responsabilidade.

Entre 45 e 60 anos, a mulher passa por uma fase mais sensível. O rosto começa a mostrar os sinais de uma aparência cansada, evidenciando rugas e vincos. Um dos recursos para amenizar o problema é a aplicação de toxina botulínica, que age paralisando alguns músculos faciais e impedindo a formação daquelas ruguinhas que brotam de um sorriso.

Já depois dos 60 anos, as preocupações estéticas misturam-se com as de saúde. A partir dessa idade, as varizes costumam ficar mais evidentes e representar um risco maior à saúde. Quando não devidamente tratadas, podem causar problemas sérios, como a tromboembolia pulmonar. A formação de coágulos gera distúrbios que - se não tratados a tempo - podem inclusive levar à morte. As aplicações de laser apresentam diversas vantagens. Trata-se de um método não invasivo, que não fere a pele nem requer o uso de medicamentos. O laser penetra na pele sem causar danos, aquece o sangue e 'queima' o vaso. Marcos Grillo, Ph.D. em Cirurgia Plástica.


Micose de unha: uma doença de tratamento complicado

Fonte : (Jornal do Povo - RS)

A onicomicose (micose de unha) é uma doença provocada por fungos que se "alimentam" de queratina, material do qual as unhas são formadas. A doença pode se manifestar de várias formas, como descolamento (a unha fica oca), espessamento, formação de manchas e até mesmo a deformação e destruição da unha. As fontes de infecção podem ser o solo, animais, outras pessoas ou alicates e tesouras contaminadas.

Para se obter sucesso no tratamento, o fungo deve ser totalmente eliminado da unha. Para que isto ocorra, a unha doente deve ser totalmente substituída pela unha saudável, livre do fungo. Como o crescimento da unha se faz de forma muito lenta, este processo demanda tempo: cerca de seis meses para as unhas das mãos e cerca de 12 meses para as unhas dos pés.

Estas características fazem da onicomicose uma doença de tratamento complicado, pois exige paciência e perseverança no uso da medicação, além da unha ser um local de difícil penetração dos produtos para aplicação tópica.
Em muitos casos, é necessário o uso de medicação por via oral conjuntamente com os medicamentos de uso local, para se obter maiores chances de cura. Caso a infecção já tenha atingido a matriz da unha, é mandatório que a medicação por via oral seja incluída no tratamento.
Nestes casos, a medicação via oral é geralmente mantida por cerca de três a quatro meses, e a medicação de uso local deve ser utilizada até o completo restabelecimento da unha.

Persistência leva ao sucesso

Apesar de ser doença de difícil tratamento, é possível se obter bons resultados quando se tem persistência no uso da medicação. A indicação dos medicamentos adequados depende de cada caso e deve ser feita por um médico dermatologista.

Micose de unha: desconforto físico e psicológico

A onicomicose tem sido vista por muitos como um problema meramente estético e tem tido por isso sua importância negligenciada. É necessário, no entanto, ser dimensionado de uma maneira categórica o seu real significado, já que interfere de modo expressivo no bem-estar e na qualidade de vida dos pacientes. A onicomicose está, com certeza, associada a desconforto físico e psicológico, e por ser doença contagiosa e de aspecto muito desagradável, a maior parte dos pacientes com lesão de unha da mão procurará escondê-la, e, quando no pé, local de envolvimento mais freqüente, muitos evitarão ir à praia ou à piscina para não ter que tirar os sapatos em público.

Onicomicose x cura

A evolução terapêutica dos últimos anos, com o surgimento de drogas para uso tópico, oral e/ou parenteral, como a amorolfina, ciclopirox, itraconazol, terbinafina, fluconazol, entre outras, tem permitido índices de cura muito mais elevados, menor tempo de tratamento e maior segurança para os pacientes, em comparação com as drogas antifúngicas disponíveis antes da década de 90, a griseofulvina e o cetoconazol. Tanto as medicações de introdução mais recente no arsenal terapêutico quanto as mais antigas devem ser prescritas e ter seu uso sempre acompanhado por dermatologista, já que todas podem provocar efeitos adversos e interações medicamentosas mais ou menos graves. Além disso, para se conseguir a cura dessas afecções, é imprescindível corrigir os fatores predisponentes e\ou agravantes que porventura existam, como o excesso de umidade local, além de tratar doenças subjacentes, como diabetes mellitus e problemas circulatórios nos membros inferiores.

Alguns dos tipos mais freqüentes de manifestação das onicomicoses:

Descolamento da borda livre: a unha descola do seu leito, geralmente iniciando pelos cantos e fica oca. Pode haver acúmulo de material sob a unha. É a forma mais freqüente.

Espessamento: as unhas aumentam de espessura, ficando endurecidas e grossas. Esta forma pode se acompanhar de dor e levar ao aspecto de "unha em telha" ou "unha de gavião".

Leuconíquia: manchas brancas na superfície da unha.

Destruição e deformidades: a unha fica frágil, quebradiça e se quebra nas porções anteriores, ficando deformada.

Paroníquia ("unheiro"): o contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por conseqüência, altera a formação da unha, que cresce ondulada e com alterações da superfície. Hábitos higiênicos são importantes para se evitar as micoses.

Previna-se seguindo as dicas abaixo:

.Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas).

.Evite mexer com a terra sem usar luvas.

.Use somente o seu material de manicure.

.Evite usar calçados fechados o máximo possível. Opte pelos mais largos e ventilados.

. Evite meias de tecido sintético, prefira as de algodão.

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