Especial:
Como Tudo Começou...
O Instituto Benjamin Constant foi criado pelo Imperador D.Pedro II através do Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854, tendo sido inaugurado, solenemente, no dia 17 de setembro do mesmo ano, na presença do Imperador, da Imperatriz e de todo o Ministério, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Este foi o primeiro passo concreto no Brasil para garantir ao cego o direito à cidadania .
Estruturando-se de acordo com os objetivos a alcançar, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos foi pouco-a-pouco derrubando preconceitos e fez ver que a educação das pessoas cegas não era utopia, bem como a profissionalização.
Com o aumento da demanda foi idealizado e construído o prédio atual, que passou a ser utilizado a partir de 1890, após a 1ª etapa da construção. Em 1891, o instituto recebeu o nome que tem hoje: Instituto Benjamin Constant (IBC), em homenagem ao seu terceiro diretor.
Fechado em 1937 para a conclusão da 2ª e última etapa do prédio, o IBC reabriu em 1944. Em setembro de 1945 criou seu curso ginasial, que veio a ser equiparado ao do Colégio Pedro II em junho de 1946. Foi proporcionado, assim, o ingresso nas escolas secundárias e nas universidades.
Atualmente, o Instituto Benjamin Constant vê seus objetivos redirecionados e redimensionados. É um Centro de Referência, a nível nacional, para questões da deficiência visual. Possui uma escola, capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftamológicas à população, reabilita, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas.
Toda a história centenária do IBC foi publicada no primeiro exemplar da Revista Benjamin Constant, em um texto que apresenta os seguintes tópicos históricos: antecedentes, fundação, primeiros diretores, nomes do instituto, imprensa Braille e o instituto no século XX.
Saiba mais

D. Pedro II - Imperador do Brasil
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O Imperador D. Pedro II e sua filha, a Princesa Isabel
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Louis Braille - Criador do método
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José Alvares de Azevedo: precursor da educação de cegos no Brasil
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Dr. José Francisco Xavier Sigaud - 1º Diretor do Instituto
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Benjamin Constant Botelho de Magalhães - 3º Diretor do Instituto
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Helen Keler, à esquerda, e Anne Sullivan em visita ao IBC em 1953 |
FOTOS: Arquivo IBC |
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VISTAS DO IBC |
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À esquerda: A praia de Botafogo em 1885, onde aparece o prédio principal em fase inicial de sua construção. À direita: Detalhe do mesmo prédio, em 1890.
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| Estamos em 1926! Na foto vemos, em toda a sua beleza e extensão, o vale de S. Clemente e parte da enseada de Botafogo. Além da garganta de Humaitá, marcada por uma mancha mais clara do morro, no fundo do quadro, adivinha-se o vale da Gavea que prolonga o de S. Clemente. A planicie de Botafogo que se estende entre a grande falha do Corcovado e os morros do Cordão Meridional da esquerda (morros da Babilonia, de S. João e da Saudade) é apenas interrompida, á margem da enseada, pelo pequeno morro rochoso do Pasmado. É facil localizar na foto os principais edifícios que ocupam este quarteirão carioca, entre eles o Instituto Benjamin Constant. |
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CENAS DO DIA-A-DIA |
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FOTOS: Arquivo IBC |
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MOBILIÁRIO |
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O museu: destacando mobiliário da época da fundação do IBC |
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| MAPA DA AMÉRICA DO SUL |
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Idealizado pelo Prof. Mauro Montagna, foi contruído em relevo, originalmente animado, para comemoração do centenário da Independência do Brasil |
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| ESCULTURAS |
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| Busto de Louis Braile |
Busto do Dr. Xavier Sigaud |
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| EQUIPAMENTOS |
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Thermoform, utilizado na produção de figuras, formas e mapas em alto-relevo
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Aparelho de acuidade visual para longa distância
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Impressora Braille
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Máquina de estereotipia Braille
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MATERIAIS DIDÁTICOS |
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globo terrestre em alto-relevo
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bíblia sagrada e brasões
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Livro em Braille
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mapas geográficos feitos no Thermoform
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Sorobans, instrumentos de cálculo derivados do ábaco
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cubarítimos, também instrumentos de cálculo
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Máquinas de escrever adaptadas para o sistema Braille
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Modelos diversos de regletes, instrumento de escrita manual do sistema Braille
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reglete em detalhe
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calendário Braille em detalhe
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FOTOS: Patrícia Teixeira de Souza |
Diretores:

José Francisco Xavier Sigaud (1854-1856)

Cláudio Luis da Costa (1856-1869)

Benjamin Constant Botelho de Magalhães (1869-1889)

Joaquim Mariano de Macedo Soares (1889-1895)

João Brasil Silvado (1895-1902)
Jesuino da Silva Mello (1902-1920)

José Cândido de Albuquerque Mello Mattos (1920-1924)

Eduardo Pinto de Vasconcelos (1924-1930)

Sady Cardoso de Gusmão (1930-1937)

João Alfredo Lopes Braga (1937-1947)

Joaquim Bittencourt de Sá (1947-1951)

Hermínio de Moraes Brito Conde (1951-1952)

Ophélia Guimarães (1952-1953)

Henrique Beviláqua Fraenkel (1953-1954)

Rogério Vieira (1954-1956)

Orlando Massa Fontes (1956)

Wilton Ferreira (1956-1960)

Pedro Pope Jirão (1960)
Nelson Pita Martins (1960)
David Waquinin Netto (1960-1961)

Pedro Paulo Wandick de Leoni Ramos (1961)

Raimundo Ribeiro Fontes Lima (1961-1963)
Ronald Nyr Allonso da Costa (1963-1964)

Jairo Moraes (1964-1966)

Mario Novaes Soares (1966-1970)
Renato Monard da Gama Malcher (1970-1972)

Antonio dos Santos (1972-1977)

Newton Gonçalves da Rocha (1977-1979)

Joel Telles de Brito (1979-1983)
Marita Alves de Almeida (1983-1984)

Vitor Matoso (1984-1990)

Anna de Lourdes Barbosa (1990-1992)

Jonir Bechara Cerqueira (1992-1994)

Carmelino Souza Vieira (1994-2002)

Érica Deslandes Magno Oliveira (2003- )
FOTOS: Arquivo IBC
LEGENDAS: ARQUIVO PARTICULAR DO PROF. ANTÔNIO DOS SANTOS
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