Fundado em 16 de abril de 1932

Macaé, ano I, 2006

Amazônia Invadida !

Texto de Armando Barreto - Macaé Jornal

Não há mais dúvida , levatamentos feitos por instituições e até mesmo pela Agência Brasileira de Informações (Abin) provam que as selvas Amazônicas foram invadidas por empresas de vários países interessadas em nossa biodiversidade. Fugindo de sua responsabilidade, o governo federal abre brecha para a desnacionalização daquele rico e importante ambiente, sugerindo esdrúxula alternativa o aluguel, por 40 anos, de áreas nobres.

ALIENÍGENAS INVADEM A AMAZÔNIA E GOVERNO NÃO REAGE

Está faltando um nacionalista peitudo como Hugo Chávez

Quem fala sobre isso não é o nosso colaborador e ufólogo macaense Lafayette Fernandes Pimentel, mas autoridades da Agência Brasileira de Informãção (Abin), a Polícia Federal, políticos nacionalistas amazonenses e o próprio Ministério do Meio Ambiente, assustados com o número de ONGs (NGOs) e de instituições americanas, alemães, inglesas, francesas e italianas que, a pretexto de atividades ambientalistas e de ajuda humanitária às comunidades indígenas, estão adquirindo grandes áreas, fazendo pesquisas sobre nossas riquezas minerais e biopirataria.

O governo já perdeu o controle sobre a atuação das ONGs (NGOs), que proliferam como soja invadindo a floresta, pois já são mais de 275 mil em todo o Brasil, segundo levantamento feito pelo IBGE em 2002.

Enquanto nossos representantes no Congresso Nacional se ocupam e disputam com sofreguidão parcelas de poder para futuramente negociar vantagens; empresas, instituições e entidades pseudo-religiosas estrangeiras aliciam comunidades indígenas e se instalam em suas áreas, chegando a colocar placas proibindo a entrada de brasileiro, mas parece que o governo não conseguiu ainda alcançar a extensão desse perigo para o país, como já disse o político democrata americano Al Gore, que disputou com Bush a presidência dos Estados Unidos, "a Amazônia não é só dos brasileiros, mas de todos nós". - "Todos nós quem, cara pálida?" - pergunta um pesquisador brasileiro preocupado com a grave situação. Certamente são eles, os americanos e alguns de seus aliados, que se colocam como defensores do meio ambiente, só que nas terras dos outros, pois são eles os grandes responsáveis pelo preocupante efeito estufa.

De olho em nossa riqueza natural, criaram uma esperta justificativa para uma futura internacionalização da imensidão verde, dizendo que a Amazônia é o pulmão do mundo. E como o Brasil dá provas de que não se importa muito com a preservação de suas belas matas e a rica biodiversidade, em processo rápida de invasão também pela soja e de destruição por madereiros,é justo que nações intervenham para assegurar esse"patrimônio da humanidade", alegam eles.

PROIBIDA A ENTRADA DE BRASILEIROS

Este assunto é tão grave que, segundo o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Rogério Magalhães, há áreas na Amazôniaque brasileiro está impedido de ter acesso, citando, conforme publica o JB, o Instituto Norte-Americano Smithsonian como exemplo. Enquanto laboratórios brasileiros são obrigados a esperar longo tempo para conseguir licença para pesquisa, os estrangeiros obtém com a maior facilidade. Isso prova qu o dólar é a "chave mágica" que consegue abrir muitas portas fechadas somente aos técnicos e cientistas brasileiros que querem acesso livre ao nosso patrimônio genético.

PROJETO CALHA NORTE

A falta de ação do governo brasileiro deu brecha para que, em 2002 (FHC), a empresa japonesa Asahi Foods registrasse a marca "cupuaçu", que felizmente, por razões óbvias, perdeu o direito à patente em 2004. Mas tem briga jurídica ainda em relação ao açaí. Isso poderia ser evitado se o governo pusesse em prática o projeto calha norte, criado na época da ditadura, criando condições para fixação do exército em nossas fronteira.

CHANTAGEM BRITÂNICA

As pressões são de várias formas e vêm de todos os lados acima do equador, até mesmo do Greenpeace, envolvido numa espécie de máfia do verde, usando o combate à expansão da soja como justificativa para uma intervenção. a ONG/NGO britânica Survival International, por exemplo, já insinuou que, para assumir cadeira no conselho de Segurança na ONU, o governo brasileiro deve se mostrar ecologicamente correto.

PUNINDO OS RICOS

Já que o grito dos excluídos e dos países emergentes não sensibilizam os paízes ricos, que continuam interessados apenas em aumentar a riqueza com indústrias poluentes, talvez a natureza se manifestando de forma violenta possa fazê-los entender que o clima do planeta é, sim, de todos, e que são eles os principais responsáveis pelos futuros desastres ambientais. O grande problema não é o terrorismo, como quer Bush, e sim a escassez de água, que já coloca certas regiões da Austrália num terrível dilema: ter que beber água de esgoto reciclado. O governador do Estado de Queensland, Peter Battie, anunciou que é o maior desafio que a Austrália enfrenta e que serão necessários investimentos de US$ 7 bilhões para buscar uma saída. Mas sem chuva não há outra solução: bebe-se água de esgoto reciclado ou morre.

SOLUÇÃO DE LULA PARA A SELVA

Com os quatro anos do governo petista, já deu para ver que a reforma agrária e a questão ambiental não são mais assuntos que atrai em Lula, ficaram retidos no tempo dos protestos de rua e das utopias. Por isso, como a cobiçada Amazônia é, na cabeça dele, um assunto indigesto, de dificel controle, e não um complexo e rico potencial natural a ser explorado pelos nossos cientistas e pesqusadores, a alternativa que o governo federal apresentaé firmar contrato de concessão de trechos da floresta para iniciativaprivada, por um prazo de 40 (quarenta!) anos.

Como era de se esperar, tal projeto vem recebendo reação de pesquisadores, cientistas e políticos nacionalistas (e ecologistas!), porque o vêem como uma perigosa abertura para que empresas estrangeiras consigam o que elas realmente querem, agora sob amparo legal, que é a desnacionalização de importantes e promissoras áreas da floresta para exploração sem nenhum obstáculo.

A ministra do Meio Ambiente Marina da Silva, embora com sua história de luta pela preservação como Chico Mendes, não tem força suficiente para enfrentar grandes interesses envolvidos e o poder que o dinheiro tem de aliciamento. Então, é preciso que as forças armadas, as lideranças políticas, órgãos ambientalistas e as cabeças privilegiadas de nossa ciência se unam em protesto, porque a invasão da Amazônia já é um sério problema de segurança nacional.

[Transcrição de Armando Rozário para "Digital Photo Array" de Jornal O Rebate http://www.jornalorebate.com 5 de fevereiro de 2007]

 


Índice

Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar a versão 1.5
© Artimanha