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Macaé, ano II, Nº 59 - 16 a 23 de março de 2007
 
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OS IMIGRANTES VINDOS NO KASSATO MARU, NÃO FORAM OS PRIMEIROS JAPONESES A CHEGAREM AO BRASIL. OS PRIMEIROS VIVERAM EM MACAÉ-RJ.

Oficialmente a presença japonesa no Brasil data de 1908, mas dois anos antes, ( Ano 39 da Era Meiji ) chegaram ao país, Teijiro Suzuki, Saburo Kumabe, Rio-iti yassuda, Masahiko Matsushita, Tomozo Kodama, Shinquiti Arikawa e Umekiti Akeho. Esses foram os primeiro imigrantes a chegarem. Registros documentais revelam que os primeiros migrantes japoneses que chegaram ao Brasil viveram em Macaé, no Rio de Janeiro, pelo menos desde 1906, e portanto, dois anos antes das levas da migração oficial, em 1908. Esta foi uma das descobertas de Mariléia Franco Marinho Inoue, da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e uma das pesquisadoras de diferentes universidades que, sob diferentes abordagens, investiga o tema da imigração nipônica. Por iniciativa da coordenadora de Editoração da FAPERJ, Ismênia de Lima Martins, estes pesquisadores foram reunidos num único grupo, com um objetivo prático: sistematizar esforços e otimizar a utilização dos recursos existentes para a realização de três diferentes projetos previstos para as comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil, ano que vem. Mariléia Inoue faz parte do grupo de pesquisadores Embora a chegada do navio tenha ficado conhecida como o início da imigração oficial, a colônia oriental de Macaé também deixou suas marcas em terras fluminenses. Antecedendo as longas negociações entre o governo brasileiro e o império do Japão, os japoneses de Macaé vieram por conta própria, aventurando-se para um país do outro lado do mundo, sobre o qual pouco ou nada sabiam. Intelectuais e profissionais de nível técnico, eles tinham um perfil bem diferente das levas migratórias seguintes, na maioria de origem rural.

Ai em 1908, logo na chegada do Kassato Maru, os japoneses que vieram nesse barco foram levados para o hotel dos imigrantes em São Paulo , logo depois foram distribuídos para seis fazendas, também no interior paulista.

FAZENDA

MUNICÍPIO

PROCEDÊNCIA

FAMÍLIA

AVULSO

Dumont

Ribeirão Preto

Fukushima, Kumamoto, Kagoshima, Hiroshima, Miyagi e Tóquio

51

13

Guatapará

Ribeirão Preto

Kagoshima, Niigata e Hiroshima

23

6

São Martinho

Sertãozinho

Kagoshima

27

12

Sobrado

São Manoel

Yamagushi e Ehime

15

0

Floresta

Indaiatuba

Okinawa

24

3

Chanaan

São Simão

Okinawa

24

6

Mas a adaptação dessas famílias foi difícil. O isolamento em que se encontravam faziam-os procurar outros lugares para viver, sendo impedidos muitas vezes por fazendeiros que alegavam ter eles muitas dívidas com a fazenda e terem que pagar primeiro, fato esse que era muito difícil, porque o ouro em cachos que era o tão sonhado café, não rendia aos bolsos nipônicos o esperado, que não encontraram na colheita do café, a habilidade que tinham no manejo com outras culturas em sua terra. Mesmo assim muitos conseguiram logo sua independência dos primeiros fazendeiros, porque famílias grandes, tinham mais chances de logo adquirirem o dinheiro para saldar sua dividas.

A MORTE DE TOMI NAKAGAWA, A ULTIMA SOBREVIVENTE DO KASATO MARU.


Desembarque dos passageiros do Kasato Marú

Nessa primeira leva que veio no Kasato Maru, em meio aos 781 passageiros veio a família de Tomi, que tinha na época 1 ano e 8 meses de idade. Vieram da província de Kumamoto, e foram trabalhar em uma das fazendas de café no interior de São Paulo. Logo depois foram para Londrina-PR. Morou em londrina por 50anos. Gostava de ser chamada de Tereza. Os pais de Tomi, voltaram ao Japão depois de 20 anos no Brasil, com eles levaram os 3 filhos mais novos que nasceram no Brasil e deixaram Tomi e duas irmãs, nascidas no Japão.Ela jamais voltou a ver sua família. Casou-se aos 22 anos com Masagi Nakagawa, com que teve 8 filhos, 30 netos, 33 bisnetos, e 1 tataraneto. Viúva recebeu título de cidadã honorária do Paraná em 18 de julho de 2004. A família Real japonesa a visitou por diversas vezes, por ser ela a última remanescente do Kasato Marú. No dia 15 de outubro do ano passado, completaria 100 anos, ocasião que seria comemorada como um marco para os japoneses no Brasil. Mas Tomi, não esperou para participar dos festejos. No dia 11 do mesmo mês, quando sua filha foi acordá-la, ela já tinha passado desta, indo se juntar aos patrícios, companheiros do kasato Maru, de quem sempre que se lembrava, e pelos quais sempre derramava lágrimas. Lembrava de sua mãe contando os sofrimentos pelos quais tinham passado na viagem. Com a morte de Tomi, encerrou-se um ciclo na história da imigração, porque ela era ainda a única lembrança viva de um a história de lutas e determinação por parte dos amarelos que ajudaram a colorir mais o Brasil, com a sua mistura de raças.

“MENTIRA, CHEGA!!!!!!A MÁSCARA CAIU.”

Em muitos momentos da nossa vida somos forçados, a ter muito jogo de cintura e usar de artimanhas para poder sobreviver. Existem muitas formas de sairmos de situações difíceis, mas sempre com sensibilidade e discernimento para não piorar mais ainda a situação. Mas infelizmente muitas pessoas não pensam assim e usam de outros subterfúgios e com certeza o pior deles é sem duvida a “MENTIRA”. A mentira nunca é usada para o bem. Ás vezes ouço dizer que usaram uma mentirinha para poder sair de um problema. Não existe mentirinha. Mentira é mentira e pronto. Em qualquer dimensão ela faz muito mal, se descoberta , ela magoa, desilude, ofende o interior de quem foi enganado. Com certeza dói muito menos uma verdade que vai ter conseqüências graves do que uma mentira que vai aliviar e acalmar a situação. Nada irreal dura. Nada debaixo do sol e do céu fica escondido para sempre. É muito difícil manter uma imagem ilusória, representar 24 horas, tem que ser muito artista. Chega uma hora que as cortinas do grande espetáculo da vida se abrem e nas frias coxias de nosso interior, pesam as conseqüências dos atos errados e para o grande e poderoso covarde, não tem mais jeito: A MÀSCARA CAI ...e ai começa o segundo ato: as consequências........... FUI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

EQUIPE JORNAL ACONTECE

LUIZA PÓVOA

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