Precatórios: injustiças da Justiça Brasileira
Calma, não estou criticando ou ofendendo os poderes
judiciários, muitos menos, os doutos membros da magistratura. Muito
pelo contrário, tenho verdadeiro respeito pela justa justiça e
devoto integral e merecido reconhecimento à coragem e dedicação dos
numerosos juízes de direito que honram o fiel e cabal cumprimento
das suas atribuições e deveres para com a nação.
Tenho assistido não raras ou poucas vezes pronunciamentos
públicos de magistrados, promotores e procuradores indignados com a
enxurrada de apêndices jurídicos que entravam o curso normal e
desejável da justiça, retardando os julgamentos, a ponto de
impedirem que sejam realizados pela famigerada prescrição,
penduricalhos que serve a impunidade de criminosos da pior espécie.
São os que fazem as leis, e da autoridade de fazê-las se
beneficiam legislando em causa própria os verdadeiros responsáveis
pelas injustiças da justiça brasileira.
PRECATÓRIOS
Se o poder Executivo deixar de repassar, ou apenas atrasar o
repasse dos duodécimos devidos aos Parlamentos, federal, estaduais e
municipais, assim bloqueando o pagamento dos salários dos
vereadores, deputados e senadores, o bicho pega, e o presidente, os
governadores e os prefeitos podem ter os mandatos cassados.
E os trabalhadores, como ficam diante da Lei? Fácil imaginar, só
ficam, sem receber os seus salários, mesmo os que conseguem
sobreviver e depois de 10/12 são premiados com o reconhecimento dos
seus direitos. Ganham, mas não levam. Se quiserem receber terão que
aceitar acordos unilaterais que só beneficiam os empregadores.
Será diferente com os servidores públicos? Obviamente que sim.
Demoram também o mesmo tempo para que a justiça confirme em sentença
irrecorrível as suas reclamações trabalhistas. Depois disso então
será que recebem? Duvido muito. Na melhor das hipóteses serão
colocados no fim de uma enorme fila de espera, formada por outros
credores, A FILA DOS PRECATÓRIOS, e pode levar mais 10 anos até
chegar ao guichê pagador.
E SE O CREDOR MORRER
Não precisa se preocupar, para as famílias dos trabalhadores
comuns o crédito será incluído na partilha de bens do falecido. Se
funcionário público a Lei assegura que a viúva ou concubina
reconhecida, com mais de 60 anos, herdem os créditos. Se não houver
ninguém habilitado o erário agradece.
EXEMPLO REAL
Hilton Menezes Vieira, 65, foi exonerado da prefeitura municipal
de Serra, ES, sem justa causa há mais de dez anos e não recebeu o
que lhe era legalmente devido pelo empregador.
Entrou na justiça, pacientemente percorreu todos os caminhos que
lhe foram exigidos. Ganhou por unanimidade em todas as instâncias.
Foram mais de onze anos.
A prefeitura foi notificada judicialmente da decisão e da
prioridade de pagamento dos valores devido em função da idade do
requerente, além da sua situação de saúde e familiar. Menezes vive
com a mulher da mesma idade, portadora de várias doenças graves,
obrigado a compra de medicamentos, remoções de urgência para socorro
da sua companheira, gastos com exames clínicos e laboratoriais.
Nada feito, a administração municipal desumanamente decidiu: vai
pra fila do precatório. Isso para um casal que, praticamente, já
está na fila da morte.
A ÚLTIMA PALAVRA
Para o caso de pagamentos de precatórios, a Lei abre uma exceção
na proteção de pessoas em situações iguais. O juiz do feito tem
total autoridade e autonomia para expedir um Alvará e determinar que
a prefeitura proceda de imediato à importância devida ao
sobrevivente brasileiro HILTON MENEZES VIEIRA que durante 81 anos
viveu como excluído, negado de todos os seus direitos de cidadania.
É TRISTE, MAS É VERDADE. ESSA É UMA DAS MUITAS INJUSTIÇAS DA
JUSTIÇA BRASILEIRA.
VIVA AS LEIS, A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, OS MALUFS, & CLONES.
ESTUDANTE BALEADA NO COLÉGIO
Dessa vez não foi bala perdida. Uma estudante de 13 anos fazia
educação física na quadra da escola onde estuda. Próximo ao local,
outros três estudantes da mesma escola pareciam participar de uma
alegre brincadeira. Dois menores e um adolescente de 18.
Repentinamente todos ouvem um disparo de arma de fogo. A menina
caia atingida por uma bala na perna.
O tiro partiu de uma arma em poder do adolescente. Seus amigos
também portavam armas de calibre 38. A brincadeira que faziam dentro
do colégio era simplesmente a famosa "roleta russa".
Os meliantes juvenis fugiram. A polícia chegou e encontrou as
armas jogadas em um terreno ao lado do educandário. Identificados os
agressores eles foram presos em casa.
Uma nova surpresa estava reservada aos policiais. Na casa do
maior foram encontradas dezenas de buchas de maconha, livro de
contabilidade do comércio das drogas e uma significativa quantia em
dinheiro vivo.
Professores entrevistados pela imprensa capixaba denunciaram
que toda a rede de ensino do estado está dominada pelos traficantes
e os educadores nada podem fazer, pois vivem com as suas vidas
ameaçadas.
Que país é esse? BRASIL
JOVENS CAPIXABAS DÃO EXEMPLO DE CIDADANIA
Tenho recebido o conforto de um invejável número de
manifestações de jovens capixabas entusiasmados com o jornal O
REBATE.
Já havia recebido notícias de que o jornal tem incentivado a
formação de grupos de adolescentes dispostos a assumirem as suas
responsabilidades sociais e tomar iniciativas que ajudem a
solucionar os problemas da violência, do tráfico de drogas e armas,
da prostituição infantil.
Agora, recebo a notícia de que um jovem brilhante, Adriano
Cordeiro, resolveu fundar o IAP - INSTITUTO DE AÇÕES POSITIVAS.
O Instituto terá como objetivo principal recorrer de todos os
instrumentos legais para acionar as autoridades ao cumprimento dos
seus deveres e obrigações, denunciar ilícitos dos quais tomem
conhecimento e, especialmente, procurar e utilizar meios e
instrumentos que possibilitem evitar que crianças e adolescentes
sejam capturados pela criminalidade.
Ao corajoso Adriano nosso apoio em todos os sentidos e a nossa
esperança de que o seu exemplo venha a ser seguido por jovens de
todo o País.
Outros artigos |