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Macaé, ano II, Nº 58 - 8 a 15 de março de 2007
 
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A DERROTA DO JAPÃO NA GUERRA TRAZ A DETERMINAÇÃO AOS JAPONESES DE PERMANECEREM NO BRASIL.

Moradias Miseráveis

A maioria dos japoneses já vinha para o Brasil com a determinação de só conquistarem uma vida melhor e logo depois voltarem ao Japão. Ansiavam por conseguir logo certo poder econômico para rapidamente poder voltar a sua terra. Ganhavam dinheiro e não compravam suas terras, mudavam de zona em zona, não queriam investir seu dinheiro aqui. Suas casas eram miseráveis, pois estavam sempre prontos a mudar de um dia para o outro, achavam desnecessária a educação superior a seus filhos, pois logo retornariam ao Japão e lá sim eles receberiam a tão esmerada educação japonesa. Tornaram-se dentro do Brasil, um povo Nômade, não tinham muita parada, mudavam-se constantemente, não se prendiam a lugar algum, corriam atrás dos lugares que ouviam dizer estar mais promissor.

Família já estabelecida e suas terras

A derrota do Japão na segunda guerra mundial mudou esse quadro. Os japoneses que ansiavam por voltar a sua terra, ao saberem que agora ela se encontrava arrasada, e que eles não tinham mais como voltar, resolveram rever seus conceitos e subitamente olhar a seu redor e ver que ali agora era seu lugar. Desde então não perderam tempo, com o dinheiro adquirido nos anos de trabalho pesado no Brasil, adquiriram vastas propriedades, dedicaram-se de corpo e alma a fruticultura, pecuária e á lavoura. Passaram a mandar seus filhos para os grandes centros urbanos, onde também compraram casas, para que esses mesmos pudessem estudar e recuperar o tempo perdido. Com o esforço conjunto de toda a família foram adquirindo mais propriedades, que foram sendo doadas aos filhos que iam se casando.

Descendentes já estudando e em visita a Família

Na certa se os japoneses tivessem tido a consciência de que não mais retornariam ao Japão logo que vieram para cá, a vida e os rumos da história deles aqui na nossa terra, teriam com certeza sido diferentes. Teriam tido logo uma melhor adaptação e teriam lutado para uma melhor integração, fazendo com que o progresso que se viu após, viesse muito antes. Partiram da estaca zero e logo estavam em situação bem mais privilegiada que a maioria dos brasileiros. Em alguns sentidos a derrota do Japão trouxe benefícios tanto para o Brasil, quanto para os japoneses que aqui estavam, pois se não fosse assim ambos não teriam alcançado o desenvolvimento que conseguiram na época. È certo que o sucesso material obtido pelos japoneses é um fator digno de admiração. Entretanto se não fosse pela perseverança, coragem e disposição da raça, com certeza isso não teria acontecido. A inteligência também ajudou muito, mesmo com todas as dificuldades da língua tão diferente, muitos foram além, estudaram e se destacaram em diversos setores da nossa sociedade. Não se dignaram em ver sua vida crescer financeiramente, queriam que também a pátria que abraçaram como sua crescer e se desenvolver e para isso se entregaram de corpo e alma, trabalharam arduamente passando para as gerações futuras que aqui era sua pátria de coração e para a maioria sua morada eterna.

P.S Na próxima semana, os caminhos percorridos pelas primeiras famílias chegadas no Kasatu marú. E hoje onde e como estão seus descendentes.

DOM QUIXOTE, EXEMPLO DE IDEALISMO.

Os grandes homens sejam na vida real ou na ficção são impulsionados por idealismos, sonhos e desejos de transformar a realidade em algo melhor.

Idealistas são seres visionários, com alma de poeta e coração gigantesco, capazes de dar sua vida em defesa do que acreditam.

Muitos idealistas são taxados de loucos, assim como foi Dom Quixote com sua visão ilusionista, achando-se com seu corpo esquálido, capaz de lutar só contra exércitos, que só existiam mesmo em sua cabeça. Na nossa vida diária talvez nossos inimigos sejamos nós mesmos, o medo de lutar e enfrentar as adversidades do caminho nos faz ser um pouco como ele, cavaleiros da triste figura. Não adianta queremos lutar contra moinhos de vento que estão fincados dentro de nós mesmos. A ausência de um ideal na vida condena nossa existência á estagnação, ao tédio ou até mesmo a depressão. Temos que procurar dentro de nós mesmos nossos objetivos e lutar contra tudo e todos para concretizá-los. Não pare para se dedicar ao inconformismo, sendo assim, estará só perdendo tempo e esquecendo-se de que nada virá ate você, deixe-se ser chamado de louco, visionário e pensem que esta fora da realidade. O sabor que sentirá quando alcançar seu ideal de vida, quando terminar sua luta, quando vencer todas as suas batalhas e derrotar seus moinhos de vento imaginários será um sabor bem mais doce do que sentirão aqueles que de longe observou sua luta e torceram para ser fosse você e não eles, cavaleiros da triste figura. Essa é para José Freitas Menezes. Que não sejas um Dom Quixote, já que és muito real, mas que consigas vencer todas suas batalhas. Vá em frente holandês, você é grande e consegue.

ERA UMA VEZ...

Uma menina que tinha um sonho. Esse sonho não era muito difícil de ser realizado, ela só queria crescer e ser alguém por quem seus pais e muitas pessoas se orgulhassem. Mas para ela era um sonho quase impossível, já que nasceu em uma família muito honesta, trabalhadora, mas muito humilde. Nada no mundo a fazia desistir de seus ideais, mas tudo era difícil, morava em uma cidade muito pequena, sem muitos recursos, e os sonhos daquela menina foram ficando guardados dentro dela e de sua fértil imaginação.

O tempo passou, e a menina cresceu, não deixou em nenhum momento de sua vida seu sonho morrer, mas via que a cada dia se distanciava mais e mais de seus objetivos. A vida que ela sonhava ter estava muito longe. Via a luta de seus pais, as tempestades pelas quais passavam e a felicidade e orgulho que ela um dia jurara que teriam dela ficavam cada vez mais no passado. Casou-se, teve filhos e achou que seu sonho tinha morrido para sempre. Anotava em todos os lugares que podia impressões que sentia do mundo que estava a seu redor, porque na verdade não sabia o que queria fazer realmente para ser reconhecida e admirada por todos. Estudou por estudar, fazendo cursos que para ela de nada adiantariam porque nenhum deles lhe dava prazer. Mas um dia percebeu que lia mais que todas as amigas, amava escrever e que com certeza era ali que estava seu antigo e tão presente sonho. Dedicou-se a escrever, e quanto mais escrevia, mais queria escrever e tudo que escrevia era lido e elogiado. Separada de seu marido viu novamente seus sonhos irem por água abaixo porque, agora só, teria que ela mesma cavar seu sustento e de sua casa, mas mesmo assim não desistiu.. Foi lecionar para trazer o sustento de sua família e cada vez mais se via distraída escrevendo em pleno horário de aulas. Trabalhou em alguns jornais e com muita garra e determinação, conseguiu ter seu próprio jornal. Conseguiu dar a seus pais o tão almejado orgulho, mas sempre querendo mais e hoje para sua grande felicidade, terá junto com o jornal o Rebate, o próprio diretório de seu jornal aliado a esse que está no mercado há mais de 70 anos. Isso com certeza é um sonho ela nem pensou em alcançar, mas se o conseguiu, é porque confiaram em seu potencial e a fizeram acreditar que tem valor. E com isso fará cada dia mais o que mais ama fazer... Escrever;... escrever... Escrever. José Milbs que Deus te abençoe muito. E aguardem para as próximas semanas www.aconteceorebate.com , com um link direto pra o JORNAL ACONTECE, seremos coirmãos e isso muita honra nos dá, e muito prazer temos em estarmos juntos com tão importante órgão de comunicação. Viemos para somar e triplicar conquistas e vitórias juntas. E que Deus nos abençoe. E hoje eu, LUIZA PÒVOA a menina cheia de sonhos, está com vários livros em fase de finalização e muitos outros que terão ate um valor histórico muito grande para o país em fase de pesquisas, e mostra com isso que nunca é tarde para conseguir nossos objetivos e que temos que correr atrás dos sonhos, porque esses não envelhecem jamais. E um dia eu sei que vou voar........

Equipe Jornal Acontece
Luiza Povoa
Alex Santos
Anderson Pereira

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