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Macaé, ano II, Nº 58 - 8 a 15 de março de 2007
 
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CARNAVAL O ANO INTEIRO

Sabemos que a produção dos desfiles de carnaval pelas escolas de samba, abrange uma pluralidade de processos de trabalho, começando pela elaboração de um enredo, até a construção das alegorias, confecção dos adereços e fantasias.

Aumentar a produção, empregando integrantes da escola e pessoas da comunidade, é uma realidade, completando as relações entre emprego, arte e carnaval.

Além de se preocupar com a questão social, o principal objetivo das escolas, é problematizar, a partir de uma leitura interna da produção, a noção moderna de trabalho, visando o seu alargamento, mostrando que o modo popular de organizar e produzir esses desfiles antecede o debate contemporâneo acerca das modernas formas de gestão calcada nos novos paradigmas produtivos, ponderando a respeito dos significados do trabalho e do emprego de quem produz e faz acontecer de fato o maior espetáculo da terra.

O carnaval aborda de forma sucinta as relações entre trabalho, emprego e arte, partindo do principio que a atuação da comunidade trabalhando nos barracões é uma verdadeira relação de amor e dedicação, de quem além de sobreviver da arte, de verdade ama o carnaval e pela escola empenha a alma.

A produção artística, e as diferentes práticas de trabalho intelectual desenvolvidos pelas escolas de samba demarcam as fronteiras entre ócio e trabalho, prestando dessa forma um grande serviço social possibilitando que pessoas que estão fora do mercado tradicional de trabalho, tenham oportunidade de viver com dignidade, proporcionando tranqüilidade e conforto para a família.

Diante do exposto, permanecem os desafios para a sociedade como um todo, analisar a "questão social".

Que as escolas de samba nesta questão, sirva de exemplo para a sociedade em geral, no qual incluímos os nossos lideres e governantes.

Isacolli1@gmail.com

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