Fundado em 16 de abril de 1932
Macaé, ano II, Nº 57 - 2 a 8 de março de 2007
 
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FÊMINA

Após a terra que separou os oceanos
Após o verde
O firmamento
Após as estrelas e ao homem
Deus viu que não era bom...
A criação seria indelicada
Covarde
Passional
O mais fiel retrato do caos
A verdade mentirosa
A absoluta invalidez
No poema Divino faltava o título
A arte final
Que desse vazão e razão à terra
Ao firmamento...
Às águas
Ao verde
Às estrelas
E ao homem
Um ser chamado “sentimento”
Força
Ternura
A condescendência entre o certo e o errado
Que direcionasse a vida
A própria vida capaz de gerar vidas
Detentora de todas as lágrimas do mundo
Que gerasse ao próprio Deus
Mãe...
Mulher...
Religare...
Fêmina...
O caminho à eternidade...

Sergio Ildefonso 25.02.07
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O SOM DE UM FADO

Venero em versos o que não faço em gestos
Assombro em sonhos quando me restam restos
Deliro sozinho
Ouço sozinho
“Viajo” sozinho
E mesmo sozinho me sinto só
E só me deito ao teu lado
E só suspiro calado
Desnudo de tudo
Despido de um passado
Chorando
Bebendo um vinho verde ao som de um fado
Cansado
Estafado
Vivo
Como a melancolia do fado
Vivo
Como a reluzente cor do vinho verde
Te ver
Te tocar
Te sentir
Que se dane a gramática
Te vejo, te toco e te sinto de forma mais enfática
Acalanto sereno e eterno
Mesmo que a eternidade dure apenas essa noite
Mesmo que a tenra idade, hoje me é açoite
Pontuado por um ponto e uma virgula
Amado como um santo
Amante como um cão
Feliz
Por não ter morrido
Por te ter
E afinal ninguém morre de solidão.

Sérgio Ildefonso 22.02.2007
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Sérgio Ildefonso dn 19.12.68 Natural de São Paulo - SP Residente em Cristalina GO Formado em Técnico em Administração de Empresas Superior incompleto 3 anos e meio em Ciências Econômicas Serventuário do Poder Judiciário do Estado de Goiás. Home page: http://sergiopoesias.vila.bol.com.br

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