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Macaé, ano II, Nº 56 - 23 de fevereiro a 2 de março de 2007
 
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Irmã Dorothy:

dois anos se passaram desde que a missionária foi morta como um animal, a mando de fazendeiros que ainda não foram julgados. Ela defendia a sustentabilidade da mata e o direito dos trabalhadores.A justiça aguarda a vaca tossir para condenar os culpados.

Pará 02.2007

Já vão 24 meses do Show de Impunidade onde o tal de Vitalmiro e o Reginaldo,diga-se de passagem fazendeiros da maldade,aguardam julgamento como mandantes deste crime que estremeceu o estado do Pará.

Segundo um levantamento feito pela Pastoral da Terra (CPT) dos 358 crimes por conflitos de terra,nada mais e nada menos do que apenas 05 infelizes foram condenados pelos seus pecados,o resto,anda por aí tranquilamente.

Além da impunidade,que reina quase absoluta,as áreas de proteção depois do assasinato da missionária ás margens da BR-163, ainda aguardam sua implementação.

NENHUMA das áreas da disputa que envolveu o crime da irmã Dorothy Stange teve sua regularização fundiária homologada.

Segundo André Muggiati do Greenpeace falta de tudo para tentar dinamizar as coisas na região:equipamentos,funcionários e unidades contra incêndios criminosos.Desta forma, os PDS (projetos de desenvolvimento sustentável) sairiam realmente do papel, o que na verdade, era o grande sonho da Missionária norteamericana para o povo da região.

Irmã Dorothy foi morta com seis tiros disparados por Rayfran e Clodoaldo,dois “cidadãos” com fama de matadores de aluguel na região;graças a Deus,estes asquerosos já foram julgados e condenados.

Passados dois anos, o atraso no julgamento dos principais personagens,quer dizer,os mandantes do crime da irmã Dorothy,reforça a idéia de lentidão e descaso da justiça nas questões agrárias no estado do Pará.

Impunidade ,quando será o dia que essa palavra desaparecerá definitivamente do sentimento popular?Esse sentimento que estrangula os mais pobres e beneficia,em sua imensa maioria,quem tem dinheiro para contratar bons advogados.Nossa justiça se converteu numa prostituta que conspira a favor do capital sendo criada e alimentada por um poder legislativo tão promiscuo quanto ela.

Irmã Dorothy
A missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, 73 anos, foi assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005. Ela vivia há mais de 30 anos na região da Transamazônica e dedicou quase a metade de sua vida a defender os direitos de trabalhadores rurais contra os interesses de fazendeiros e grileiros da região, de forma absolutamente pacífica. Desde 1972, ela trabalhava com as comunidades rurais de Anapu pelo direito à terra e por um desenvolvimento sustentável, sem destruição da floresta.


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