BRASIL: O PAÍS DO FAZ A CONTA E PASSA A BORRACHA
Imprensa capixaba (sem) vergonha já notícia negociatas
Se for verdade que neste mundo nada se cria e tudo se copia,
segundo a filosofia do saudoso “velho guerreiro”, Abelardo Barbosa,
o “Chacrinha”, é no Espírito Santo que essa verdade se cristaliza.
A chamada grande imprensa estadual só descobre que o bicho
existe depois que a fera está “morta”. Assim são tratados as
violências urbanas, a corrupção, o crime organizado, o tráfico de
armas e drogas, de seres humanos, e tudo mais de ruim que acontece
neste país do “faz a conta e passa a borracha”.
O jornal A Tribuna, edição de domingo último, reservava aos
leitores uma grande surpresa. Na editoria de política uma das
manchetes era a seguinte: “Reforma de Lula vira balcão de negócios”.
Finalmente descobriram a feira de Brasília.
A leitura da matéria vai confirmando não apenas o que temos
escrito nas últimas edições do jornal O Rebate, mas sim, durante
toda nossa vida desde que nos conhecemos como cidadão.
Descaradamente, isso mesmo, descaradamente, também denunciam os
articulistas de A Tribuna, que o presidente está entre o céu e o
inferno, cercado pela cruz e pela espada, no meio do mato sem
cachorro, a beira do precipício. Chamo de descarados os negocistas
do alheio, não os noticiadores, chamo aqueles que estão vendendo,
trocando e alugando o que não lhes pertence, mas sim, ao povo.
Para se reeleger o petista acendeu velas para Deus e para o
diabo (e bota diabo nisso), foram 11 os partidos políticos que
formaram a coalizão. Agora, na hora das comemorações, descobriram
que não tem espaço pra todo mundo e o bolo não dá para ser dividido
entre todos os convidados. Tem aliado que já aceita lamber o prato,
ou se contenta em dividir um cobertor que só dê para cobrir a cabeça
e deixar a bunda de fora. Nessa nova legislatura isso será muito
perigoso, imagine se ocara for confundido com o Clô?
Aos 67, “pé-na-cova” de carteira assinada, quem sabe, eu não me
renderia a tentação de ganhar um pequenino e escondido sítio na
fazendinha da República para terminar meus últimos miseráveis dias
vivendo de algumas plantações de subsistência, do tipo: um cabide de“aspone”, uma diária aqui e outra ali, uma viagem fantasma, um
carregamento na cueca, ou fazendo a intermediação da compra de um
dossiê.
O PMDB parece até o leão da Receita Federal, quer nada mais do
que três ministérios e 17 cargos de comando em estatais, órgãos e
agências. O problema é que o deputado Arlindo Chinaglia para ganhar
a presidência da Câmara Federal prometeu pagar a conta com a
distribuição dos cabides do segundo escalão e na gestão de estatais
muito cobiçadas.
Não podemos esquecer que tudo passa pelo projeto de anistia
ampla, geral e irrestrita para o Zé. Não se apressem, não estou
falando do Zé das couves, nem do Zé da Silva. É aquele mesmo, o ZÉ
DIRCEU. Não vai demorar muito tempo para o Dirceu ser homenageado
pelos seus refinados talentos, argúcia e capacidade incomparável de
articulador de governos paralelos dentro do próprio governo legal.
No Brasil é assim, quanto pior melhor.
A edição dominical de A Tribuna está muito interessante. Relata
a bronca de Lula nos petistas acusando-os de não saberem identificar
o inimigo. O presidente também disse que os companheiros não sabem
usar ametralhadora, atirando nos próprios pés. Finalmente
vaticinou: “o PT corre o risco de implodir”. Corre não, já correu e
já implodiu. Aliás, só falta enterrar, com as pompas de um funeral
coletivo,sepultamento em covas rasas de todos os partidos
políticos nacionais. Já não era sem tempo, nasceram mortos. Difícil
vai ser encontrar um lugar onde seja possível enterrar tanto lixo,
muito pior do que o lixo atômico.
Outra lembrança, Lula não perde a mania de acusar e não
identificar. Inimigo, metralhador e expressões congêneres são
próprias de terroristas. Quem são os inimigos e de quem? Não precisa
dizer que são os inimigos do povo, esses nós conhecemos bem até
demais.
Bem amigos, parodiando o Galvão Bueno, FAZ A CONTA E PASSA A
BORRACHA, em 2008 assistiremos uma nova edição desse filme e, em
2010, o bicho vai pegar, se ainda não tiveremconseguido acabar com
o Brasil...
Deixa pra lá. O brasileiro agüenta. Quem não agüenta é este
velho. O negócio é fazer a conta e passar a borracha. Assim fica
tudo resolvido.
OLHA A COBRA - PICADURA
Clodovil faz jus ao título de grande estilista internacional.
Um artista completo, versátil, criativo, polivalente. Enquanto o
presidente busca inspiração na metralhadora, o deputado federal
(será que não estou vivendo um pesadelo?) ameaça abalar o Congresso
Nacional e enfrentar os “bofes” com a picadura de uma cobra que vai
mandar instalar em seu gabinete.
Recebo com satisfação cada vez maior as críticas sobre o meu
estilo de redação, elogiado como lixo, coisa de analfabeto
(desculpem, o Lula não escreve os meus artigos), idéias sem nexo e
outras colocações na mesma linha.
Esses críticos preferem bater palmas para a ação parlamentar do
Clô e para a sua cobra de picadura mortal. Cuidado que a cobra pode
picar vocês.
Sugiro a esses insatisfeitos consultarem em jornais nacionais
de grande circulação, edições de domingo último, a publicação de
artigo assinado por CLOVIS ROSSI, intitulado ‘ Um PAC com a grife
Harvard”.
Antecipo, vão descobrir que os salários dos menos qualificados
estão caindo (aumento da miséria em doses homeopáticas, quase
invisíveis),a classe média está estagnada (sinal de que despenca
na próxima crise), e a tal desigualdade da qual tanto ouvimos falar
continua crescendo firme e forte.
Continuem então aplaudindo as migalhas concedidas aos
emergentes e acreditando que quando a maré sobe tudo sobe,mas não
esqueçam, correm os riscos de morrerem afogados na lama.
IMITAÇÃO CAPIXABA
Li a notícia e confirmei nos jornais das emissoras de
televisão. Em Nova Venécia (ES), um candidato a vereador nas últimas
eleições, registrado como sendo do sexo masculino, fez toda a sua
campanha vestida nas melhores grifes feminina, usando sapatos de
saltos altos e soltando a “franga” pra valer.
Foi o mais votado para o Legislativo municipal. Não ficou só
aí. Também foi eleito presidente da Câmara e preside as sessões
legislativas vestida como comumente estão trajadas as mulheres
emergentes que debutam em sociedade. Verdadeira perua.
Essa é a cara da política nacional, e os políticos dessas
classes são o retrato da sabedoria e da consciência da grande
maioria dos eleitores brasileiros.
A bem da verdade é preciso que se diga, ou denuncie, que os
maiores culpados não são os pobres coitados dos eleitores
analfabetos e despreparados. Os grandes responsáveis são os
financiadores das campanhas que alugam e compram mandatos explorando
a miséria e a fome do povo, pagam fortunas por planos de marketing
eleitoral e publicidades formadoras de opinião. São estes também que
se beneficiam dos eleitos para colocarem em prática o sucesso dos
seus negócios escusos.
Não se preocupem com isso, façam a conta e passem a borracha.
É simples, prático e infalível.
TRÁFICO DE MULHERES E ESCRAVIDÃO
POR TRÁS DA NOTÍCIA
É impossível não encontrar atrás de cada notícia embalada e
rotulada como avanço conquistado pelo governo e líderes políticos
uma nojenta realidade. É o caso do farto noticiário sobre o combate
e as vitórias da Polícia Federal brasileira ao tráfico humano. Nada
contra a Polícia Federal que faz o que pode, e tudo contra as ditas
autoridades responsáveis que nunca fazem o que deveriam fazer, e
quando fazem, dá no mesmo, ou fica pior.
Omitiram que a ação policial acontece como resposta a
divulgação de relatório do Departamento de Segurança Interna dos EUA
que denuncia a presença de 70 mil brasileiros ilegais no país, a
maioria mulheres, sendo que estas se dedicam exclusivamente à
prostituição.
Tem mais, estima-se em 25 mil o número de brasileiros vivendo
como escravos e submetidos a trabalhos forçados.
O que existe de preocupante no fato? Nada, afinal são apenas
95/100 mil brasileiros e brasileiras que fugiram do purgatório e
caíram no inferno. Um número insignificante para uma nação formada
por 180 milhões de criaturas que vivem protegidas pelo governo mais
social do mundo, exemplo na erradicação da miséria e da fome, no
amparo a criança e ao adolescente desvalido (procurem nos
dicionários), que desenvolve projetos consagrados e imitados
universalmente de resgate dos sem terra e dos sem tetos, dos
analfabetos e dos desempregados, dos inválidos.
Viva o Brasil que faz a conta e passa a borracha. Apagou acabou
a dívida.
LIBEROU GERAL
Para o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral é fácil acabar
com o tráfico de drogas, basta liberar o uso. Ele só não declarou se
vão adotar os dependentes e financiar o vício dos usuários (evitando
que eles precisem roubar e matar para comprar), custear as despesas
médicas e hospitalares, amparar as famílias.
Fica frio governador, FAZ A CONTA E PASSA A BORRACHA.
Há 30 anos, ou mais, os banqueiros do “jogo do bicho” querem
fugir da marginalidade com a legalização da atividade e dos cassinos
gerando emprego com carteira assinada, de baixa renda, é verdade,
novas contribuições previdenciárias, etc e tal.
Ninguém quer. Vão perder a contribuição das campanhas eleitorais.
Criminalidade no Brasil não rende receitas fiscais e tributárias,
porém, é um ótimo negócio para os mais espertos.
FECHA A CONTA E PASSA A BORRACHA
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