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CRÔNICAS VIVIDAS

DE MARIA LUCIA AMBERGET GARCIA

Hoje, sendo o meu primeiro dia decidi falar sobre o meu livro Crônicas Vividas o qual realizei um cerimonial simples e noite de autógrafos no dia 30 de Dezembro de 2006.

e-mail: wgarcia.lucia@oi.com.br

Sou professora de música há muitos anos.
Ensino piano, teclado, canto e teoria.
Também sou regente de coral. Mas, parei de reger, já faz 3 anos.
Quanto ao ensino, tenho minha própria didática, pois cada caso é um caso.
Ensinei música aos meus filhos, depois os enviei para professores de qualidade.
Os filhos cresceram, então decidi seguir à risca o pensamento de Fernando Pessoa:

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares:
É o tempo da travessia e se não ousarmos faze-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmo".

Sempre fui uma pessoa com sensibilidade aflorada. Tenho mais defeitos do que virtudes!
Com o tempo aprendi a controlar este lado, mas, às vezes ele é traiçoeiro. Para mim, o maior tesouro que existe é a família... Ahh!
Dou minha vida por eles. Mas, ao mesmo tempo, sei que não posso fazer isso, porque senão estarei criando filhos sem honra e com inversão de valores. A primeira a ser prejudicada serei eu, meu esposo, depois a sociedade.

Crônicas Vividas é cada pedaço de minha vida desde 1999 até este momento em que escrevo: 7 de novembro de 2006.
O que incentivou-me a escrever e expor o meu eu foi o fato de que, ao formatar alguns pps pela internet com minhas crônicas e poemas, deparei com pessoas que pediam mais. Diziam: hoje li o que meu coração precisava ouvir e descobri que não estou só.

Tenho um sobrinho de 23 anos, o Thiago, que, ao ler três dos meus

poemas, olhou para mim e disse: "Tia, são simples e bonitos. Hoje descobri que há outros que passam pela exclusão, discriminação, rejeição, tantas coisas que pensei que só eu passasse. Legal! Vai ajudar a muita gente porque já ajudou a mim."

Este é o meu objetivo: ajudar. Gosto daquele poema de Cora Coralina que diz: "Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e não desistir da luta. Recomeçar na derrota, renunciar a palavras e pensamentos negativos. Acreditar nos valores humanos e ser otimista."

Outro valor imensurável para mim é a amizade: sem hipocresia, inveja... A amizade é outro tesouro que não troco por dinheiro algum.

Voltando a Cora Coralina: "Creio na força imanente que vai gerando a família humana de fraternidade universal. Creio na solidariedade humana, na superação dos erros e angústia do presente.

Aprendi que mais vale lutar do que recolher tudo fácil. Antes acreditar do que duvidar."

Quando li esta pequena crônica, disse para mim: "Ela tem toda a razão!" Passei a acreditar e coloquei nas mãos do meu Deus se era da vontade Dele. A resposta veio um mês depois.

Costumo dizer aos meus filhos: o sábio é simples e vê beleza nas pequenas coisas. O inteligente só alimenta seu ego. E o que diz que sabe e não sabe nada, puxa o nosso tapete com tanta força que nos deixa caída. Então acentuo: na vida temos que ter determinação.

Também temos que aceitar as derrotas, pois através delas avaliamos nossos erros para não mais repeti-los.

E a vitória é nada mais do que o SONHO REALIZADO.

Mas, quando derrotado, jamais nos deixar abater, descrer e deprimir, e, sim, nos reerguermos.

A autora, Maria Lucia.

Um grande abraço.

Até a próxima.
Com carinho,
Maria Lucia.

Macaé, 13 de fevereiro de 2007.

mlamberget@hotmail.com

wgarcia.lucia@oi.com.br

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