DESAFIO À HUMANIDADE
As pessoas, geralmente, têm o costume de deixar passar tempos e eras para poder conseguir enxergar o que o passado já havia tentado alertar. Não quero ser pessimista e continuar agindo como pensamos, exterminando de vez o futuro de próximas gerações, mas não dá para ser otimista demais achando que, agora, depois de anos e anos, matando, desmatando, inventando, reinventando e explorando que nossos ares poderão ser salvos e dar vida às flores.
Não poderia ficar de fora e deixar de falar do assunto mais tocado nesses últimos dias. Virou uma obsessão preocupante na vida de todos os habitantes desse planeta.
Incorporou-se o pensamento dominante em todas as mentes, e é inevitável não mencionar verdades e perigos no nosso cotidiano os quais grande dano causou à população terrestre. 90% são as chances das ações humanas serem o maior responsável do aumento previsto de, aproximadamente, 4 a 5 graus Celsius até 2100.
O vilão do aquecimento global é a emissão de dióxido de carbono. Sai das chaminés das indústrias, automóveis e até da Floresta Amazônica. Os pólos também são afetados: nos últimos 100 anos, o Ártico encolheu 2,7% por década. No painel dos cientistas, foram previsto mais enchentes, ondas de calor e aumento de 18 a 59 centímetros do nível do mar. Também há a perda da biodiversidade, no aumento do número de casos de doenças.
Começou uma guerra incomum. À frente dessa emergência, a questão seria, enfim, começar. Começar a agir a favor de todos, para que gerações futuras nos agradeçam. É uma corrida contra o tempo, já que se esperou muito dele passar. Penso que a única e provável medida a ser tomada é definitivamente colocar a mão na consciência para sentir o calor se espalhar aniquilando a história.
Por razões ideológicas, a tecnologia é cada vez mais avançada. No entanto, insuficiente para a sobrevivência. Muito se fez, se faz e ainda fará, porém o sensacionalismo de poucos para com o resto do mundo só tem a aterrorizar.
Pois é, “estamos no portal histórico do irreversível”, declarando como o presidente francês, Jacques Chirac, traduziu a nossa realidade.
Carolina S. Oliveira
mcfanatic@gmail.com
Outros artigos |