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Rotavirus pode estar chegando a Macaé
Muitos moradores de cidades litorâneas
estão com os sintomas...
Ana Cristina Lacerda Gama Soares
ROTAVIRUS Renovando o calendário de vacinação determinado pelo Ministério de Saúde, a Vigilância Epidemiológica já incluiu a vacina contra o rotavírus a partir deste ano. O rotavírus causa diarréia grave, febre e vômitos em crianças menores de 5 anos (abaixo dos 2, a doença mostra-se mais devastadora). Mortes associadas ao vírus já varreram todo o mundo.
Em Macaé estamos presenciando vários casos do Rotavirus, principalmente nos que estão na faixa de 30 a 50 anos. Tendo também vários casos em menores de 10 anos.

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Foto do rotavírus colorida artificialmente |
Quem deve tomar a vacina? Bebês de 2 meses de idade, que tomarão o reforço com 4 meses. A imunização está sendo feita em todas as unidades básicas de saúde (UBS) da cidade. Os responsáveis devem portar a carteira de vacinação e certidão de nascimento para confirmação dos dados.

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Vacinação contra o rotavírus na Somália: o alastramento é proporcional ao nível de pobreza |
A dose pode ser aplicada durante o ano inteiro, já que obedece ao calendário rotineiro. A aplicação é via oral. Observação importante: a vacina não evita diarréia, se provocada por outros agentes patogênicos
ROTAVÍRUS EM BRÁSILIA
A presença do rotavírus nos jornais e nas televisões do Distrito Federal está assustando a população. Seu principal sintoma, a diarréia forte, fez com que mais de quatro mil pessoas procurassem os hospitais da rede pública em busca de atendimento e orientações – número 20% maior do que no mês de julho de 2005. Mas a Secretaria de Saúde do Distrito Federal alerta que isso não significa surto da doença na região. Das 15 amostras já analisadas a partir de pacientes internados com o sintoma, nenhuma apresentou presença de rotavírus.
"Não sabemos a causa do aumento no número de casos de diarréia", afirma a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF, Disney Antezana. Segundo ela, foi iniciado um monitoramento amostral para analisar a situação. As regiões administrativas que apresentaram maior crescimento são Planaltina e Gama.
Apesar de poder levar à morte, especialistas garantem: se acompanhada de perto, a rotavirose não deve levar pânico à população. A doença é mais comum em crianças pequenas (até cinco anos) e idosos, por conta, entre outros fatores, da baixa imunidade. “As mães devem acompanhar os casos em casa”, afirma a chefe do pronto socorro do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Elza Noronha.
Segundo informações do Ministério da Saúde, o rotavírus é responsável por cerca de 30% das diarréias graves em crianças de até cinco anos. “Não estamos com um surto no Distrito Federal como vem sendo noticiado”, a médica responsável pelo pronto-socorro pediátrico do HUB, Glória Andrade. Segunda ela, a maior parte dos 17 leitos do setor no hospital é atualmente ocupada por casos de doenças respiratórias, mais comuns nessa época do ano.
SINTOMAS DA DOENÇA |
- Vômito forte
- Diarréia
- Diminuição da urina
- Olhos encovados (fundos)
- Língua seca
- Sede intensa
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(*) Em pessoas idosas, podem surgir ataques de câimbras |
VACINA – Em março de 2006, a vacina contra o rotavírus (colocada no mercado internacional em 2004) foi incluída no Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. Com sua aplicação, o governo federal espera evitar cerca de mil mortes anuais de crianças até cinco anos. Para atender à demanda nacional, foram adquiridas oito milhões de doses do produto, produzido na Bélgica, ao custo unitário de aproximadamente R$ 15,00. Na rede privada, a vacina contra o rotavírus chega a custar R$ 200,00 por dose.
No Distrito Federal, 92 postos de saúde e hospitais oferecem a vacina, cuja primeira dose só pode ser aplicada em crianças entre dois e três meses de idade (a segunda, e última, dose é dada após outros dois meses). O HUB oferece a imunização. São recebidas 75 doses por mês e a média mensal (de março a julho de 2006) é de 35 aplicações. O posto funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Informações pelo telefone (61) 3448 5233.
Em Macaé os casos ainda são isolados mais preocupam os setores da saúde que estão em alerta.
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