
ESPÍRITO SANTO
Um mundo de raras belezas e riquezas naturais e uma terra de excelentes oportunidades
COBERTURA ESPECIAL
Dentro em breve o jornal O Rebate estará lançando um caderno especial para divulgação do Espírito Santo, um dos estados brasileiros que há pouco mais de uma década era visto como o primo pobre da região sudeste, o fundo de quintal do Rio, São Paulo e Minas Gerais. Na mídia nacional só aparecia como notícia ruim, cenário de violência, chacinas, hediondos crimes de mando, e como império em formação do crime organizado que andava de braços dados com as mais altas autoridades dos poderes constituídos.
Todas essas doenças contraídas através de vírus advindos dos grandes centros hospedeiros do país e trazidos para o estado por visitantes indesejáveis em quaisquer circunstâncias, entre eles, chefes do tráfico de armas e drogas, do jogo do bicho, contrabandistas, assassinos de aluguel, ladrões de banco. No início dos anos 80, através de programas de rádio e da TV Vitória, do jornal da Cidade e do JS – Jornal de Serviços, eu não me cansava de denunciar e avisar as autoridades locais sobre essa terrível invasão.
O NOVO
O novo Espírito Santo hoje é outro. Um milagroso crescimento econômico e social, combate ostensivo e permanente à criminalidade, recuperação moral e ética da classe política.
Em meio a toda essa transformação, começa a ser descoberto para o Brasil e para o mundo uma região de imensas e raras belezas e riquezas naturais, sítios paradisíacos para os amantes da natureza, um grande tesouro ecológico destacado pela reserva Mestre Álvaro, em Serra, pelo parque Augusto Ruschi, localizado no município de Santa Teresa, cidade dos colibris, terras generosamente férteis às margens do Rio Doce, relicários sagrados, rica cultura quinhentista, o Convento da Penha, a igreja dos Reis Magos, depositária da primeira tela a óleo chegada ao Brasil, uma obra de arte de valor imensurável.
A economia, antes limitada quase que exclusivamente aos dividendos da cultura do café, cresceu diversificada graças ao empreendorismo dessa gente que tem como lema “Trabalha e Confia”, conquistando espaços e posições destacadas nos campos da indústria, prestação de serviços, atividades extrativas racionais e sustentáveis, e já se encaminha a passos largos para ser também competitiva nos diversos segmentos da área de turismo.
PARAÍSO I
Conheço boa parte do Brasil e sempre me surpreendi com suas belezas e riquezas, com a grandeza do nosso povo, gente forjada em gente nas usinas da vida, operários da esperança, nação de guerreiros dos bons combates.
Mesmo assim, carioca, com muito orgulho nascido no meu covardemente extinto Estado da Guanabara, que um dia voltará a retomar a sua verdadeira identidade, independência e autonomia, mesmo conhecendo os encantos do meu país, continuei achando o meu Rio de Janeiro a cidade mais linda do mundo.
Não falo do Rio de Janeiro transformado pelos espigões de aço e concreto, ou pela sofisticação arquitetônica, habitat de uma sociedade sempre febril, alucinada com a poluição sonora e visual, com os compromissos comuns as grandes metrópoles, alarmada e fugitiva das balas perdidas, dos seqüestros, da criminalidade geral, e justamente indignada pela doença incurável que contamina a maior parte dos políticos, o câncer da imoralidade.
Falo do alto da Gávea, do Cristo Redentor, da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Jardim Botânico, da Quinta da Boa Vista, da Urca, do Pão-de-Açucar, da viagem de “bondinho”, da feira nordestina de São Cristóvão (um imenso teatro ao ar livre), do maior espetáculo da terra, o carnaval, do prazer contemplativo frente ao mar, das praias que se estendem do Leme ao Leblon e prosseguem serpenteando, homenageando com o bailado das marés a Barra da Tijuca, das noites cariocas e dos prazeres degustativos, dos poetas e seresteiros, do deleite na visão das mulheres mais lindas do planeta.
Este amante carioca jamais imaginou que pudesse existir outro lugar tão lindo neste planeta que há séculos vem sendo impiedosamente destruído por homens e mulheres de má vontade, predadores da própria espécie, bestas humanas.
PARAÍSO II
Poderia agora mostrar aos leitores de O Rebate um pouco do meu novo paraíso, contudo, uma exposição apressada pelo entusiasmo, certamente, não faria justiça as minhas afirmações e as razões do meu amor ao Espírito Santo.
Assim, reservo-me, com a permissão dos leitores, a preparar com o máximo carinho um álbum digno e uma mostra verdadeira e fiel deste paraíso.
Logo que termine espero contagiar a todos os brasileiros com as belezas e riquezas naturais e o enorme leque de oportunidades que todos desfrutamos neste estado que reconheço como um presente de Deus à humanidade.
TEMAS GERAIS
Contudo não poderei faltar ao meu compromisso social e também abordarei temas recorrentes gerais que estão inseridos nos debates nacionais. Por exemplo, a política, que nem bem encerrada uma eleição já se dedica, movida por todas as ambições, a construir plataformas através das vindouras eleições municipais, trampolim para as eleições de 2010, fim da era Lula. A interminável guerra pelo poder, da dominação, ou da destruição do homem pelo homem.
Vou continuar cobrando democracia verdadeira; direitos da cidadania; moralização política; revogação das leis imorais, discricionárias, ou protetoras dos crimes praticados pelos privilegiados filhos das elites, pelos encastelados das cortes governamentais.
Jamais abandonarei o bom combate.
PERGUNTAR NÃO OFENDE
- Quando será que no Brasil será abolida a lei que concede o direito à prisão especial para repelentes criminosos possuidores de diplomas universitários? Martinho da Vila é que está certo: Para negro e pobre diploma não passa de um canudo de papel, para os ricos, serve para garantir cumprir penas em hotel cinco estrelas.
- Quando político corrupto será tratado como a mãe desesperada que furta no supermercado um pão para dividir e alimentar seus filhos?
- Quando os filhos das elites perderão os privilégios do funil da justiça e serão julgados pela justiça real?
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