Fundado em 16 de abril de 1932

'...Macaé, ano I, Nº 51 - 19 a 26 de janeiro de 2007
Acontecências
Acontecências II
Acontecências III
Alô Galera
Astrologia
Cinema
Concursos / Empregos
Culinária
Digital Photo Array
Direitos Humanos
Esculturas em Sabonete
Escultura Humana
Esportes I
Esportes II
Jornais do Mundo
Juventude em Ação
Liga Operária
Livros
Loterias
Mel/Saúde
Moda
Movimento Hippie
O Rebate Internacional
Ortomolecular
Petrobrás/Petróleo
Piadas
Poemas
SwáSthya Yôga
Telefones úteis
Televisão
Tortura Nunca Mais
Zona Urbana


Segredos Revelados da Cabalá

Rav Mishael Yehudá ben Yisrael

1º Parte

O Livro de Raziel, a transmissão da Sabedoria

O Livro de Raziel

Antes de Einstein, antes das religiões, antes de Moisés Havia Adão. Um anjo chamado Raziel deu a Adão o primeiríssimo livro de Cabalá. Ele era tão profundo, sagrado e de tal nível, que para os padrões de hoje ninguém seria sequer autorizado a pronunciar suas palavras que tinham o poder de atrair tremendas forças de energia. Pronunciar as palavras do livro de Adão seria o equivalente a brincar com cabos de alta tensão.

O Livro de Raziel, é a primeira revelação da cabalá, que foi transmitida por Adão aos seus descendentes: Enoch, Matusalém e Noé. Abraão estudou na escola dos filhos de Noé, e mandou Ytzhak seu filho, estudar na escola de Shem. Ytzhak por sua vez mandou Yaakov (Jacó) estudar lá também. Mas foi somente no evento ocorrido no Monte Sinai, sete gerações depois de Abraão que toda esta sabedoria foi revelada a uma geração inteira, passando depois, a ser ensinada de Mestre para Discípulo de geração em geração. Hoje, ela está disponível para nós, através dos ensinamentos da cabalá, a santa sabedoria dos judeus.

“ Abraham transmitiu sua sabedoria a Isaac, que a ensinou a Jacob. Jacob transmitiu a seus filhos, em especial a Levi, que se assentou bem no papel de guardião principal da tradição (cabalá). Levi passou a seu filho, Kehat, que o passou a seu filho Amram. E Amram foi o pai do senhor de todos os profetas, Moises”.

De modo que, quando Amram se casou com Yocheved (que era a reencarnação de Chavah) ele aplicou a pratica destes segredos maravilhosos, porque Yocheved concebeu e trouxe ao mundo a alma de Hevel que era Moisés .

1º Parte

Noé, a Arca, o Dilúvio e a Torre de Babel

Noach e a Arca

O Zohar revela segredos escondidos dentro da história literal de Noé e a Arca. Noé representa o Sefirot de Yesod (mundo espiritual, também chamado de “Hashamaim “os céus”). A Arca é uma metáfora para nosso mundo, a sefirá de Malchut (o mundo físico). Os pecados daquela geração literalmente separaram Malchut de Yesod que é a fonte de Luz. Este é o mistério escondido atrás da destruição pela inundação. Qualquer desconexão da Luz produz escuridão, e de dentro da escuridão caos e destruição emergem. Lendo esta seção nós somos ajudados a conectar Malchut com Yesod. Isto é comparável à simples ação de apertar um interruptor e banir a escuridão de um quarto. Além disso, lendo estas passagens nós despertamos forças espirituais de Luz para combater e erradicar do dia presente ações negativas da sociedade que uma vez mais está começando a cortar o vínculo entre o Malchut e Yesod.

Nosso reino de Malchut não pode atrair a Luz sem que um desejo seja despertado primeiro, e este desejo só pode ser despertado pelo receptor (vasilha) da própria pessoa. De acordo com o Zohar, almas que vivem com integridade constroem “Vasilhas” através das ações positivas e espirituais deles. Este segredo está escondido dentro da história de Noé, na bíblia.

A Arca é o reino de Malchut. Noé representa as almas dos íntegros, “Os Tzadikkim”, aqueles que possuem a marca da convenção sagrada (A circuncisão). Nós aprendemos que depois que Noé construiu e entrou na Arca foi que ele pôde então procriar descendência para povoar o mundo. Construir e entrar na Arca é o mistério relativo ao despertar de desejo em Malchut (A circuncisão Santa), e a descendência de Noé pertence à Luz do Criador que é revelado em nosso reino físico. Nós nos tornamos almas íntegras que despertam o desejo de Malchut em cada tempo que nós reconhecemos, admitimos, e assim desarraigamos nossas próprias características negativas e os transformamos em atributos positivos. Desta seção nós recebemos a habilidade para agir com retidão e assim, despertamos os desejos em Malchut.

A Cidade & A Torre

A Cabalá diferencia-se de outros ensinos espirituais e nos conta que nós não somos comandados para separar-nos do mundo físico do caos. Em vez disso, abraçamos o caos para exterminar os nossos traços negativos e criar a transformação. Em todas as partes da história, isto foi uma tarefa muito difícil.

Os povos do passado, como a geração da “Torre de Babel”, escolheram o caminho mais fácil para aproximar-se da Luz espiritual, e com isto criaram para si conseqüências horrendas. Devemos nos esforçar para não cair naquela mesma armadilha.

Na história bíblica, um grupo de pessoas más procura construir uma torre que chegasse ao Céu. Eles pretendiam desafiar a D´us e buscavam a dominação mundial.

O Zohar cita o verso da Torá: E eles disseram, venha, vamos construir uma Cidade e uma Torre, cujo topo possa chegar ao céu e faça-mos para nós um Nome.

E ainda nos revela o Zohar que a Cidade e a Torre aludem aos níveis mais altos das forças espirituais escuras. O Nome refere-se aos Nomes de Deus, ou o poder das letras hebraicas. Eles são as letras que permitiram que os maus acessassem forças espirituais negativas. D´us então confunde a sua língua, criando setenta outras línguas para que o poder das letras hebraicas nunca possa ser usado para objetivos destrutivos.

Visualizando a seção do Zohar Santo que conta a história da Torre, ajuda-nos a permanecer fiéis ao nosso caminho espiritual, e dentem-nos de cair às tentações de caminhos que sempre parecem mais fáceis.

A Torá nos fala de uma geração que se afastou do Eterno e, ao sentir o vazio espiritual, procurou se aproximar da Luz novamente. E a terra inteira tinha um único idioma (o hebraico) e uma fala. E aconteceu enquanto viajavam mikedem (para o leste), que encontraram uma planície na terra de Shinar e ali habitaram. ( Bereshit ) 11:1 O termo mikedem também é traduzido como “longe da fonte do mundo”, “Que encontraram”, deveríamos esperar “viram”, mas a palavra “encontraram” é utilizada para indicar que eles encontraram vestígios da sabedoria secreta deixada por uma geração anterior, a geração do dilúvio, e com isto fizeram sua tentativa de provocar a fonte. Da mesma forma como disseram, assim o fizeram. Note que está escrito: Veja, eles são um único povo e têm todos um único idioma. Tendo uma idéia única, um único desejo e falando um único idioma, nada lhes será impedido daquilo que for sua intenção fazer. Assim, de posse desse conhecimento, DISSERAM: "façamos TIJOLOS e os cozinhemos no fogo".

Esses tijolos são as letras hebraicas. O idioma hebraico, em hebraico, chama-se IVRIT (que quer dizer "do outro lado"). Outro lado do quê? Do mundo como o conhecemos. As letras hebraicas nos permitem acessar um plano espiritual superior. A geração de Babel queria acessar um plano espiritual superior através da permutação das letras. Eles destruíam as letras hebraicas para tentar compreendê-las e, assim, alcançar o Eterno.

A Tradição nos ensina que, se suprimirmos, ou adicionarmos, uma só letra que seja à Torá , nós destruiremos a Criação. O que a Geração de Babel fazia era o mau uso das letras. Eles as permutavam, dividiam em partes e as recombinavam. Babel significa Babilônia e também significa "confusão". Quando a confusão tomou conta da Geração do Sinai, eles construíram o bezerro de ouro. Como? Lançando letras hebraicas no fogo!

Naquela época, é dito na Torá que o mundo "tinha uma só língua", ou seja, uma só fundação: a misericórdia. A misericórdia era o aspecto do mundo, por isso todo mundo se entendia. Mas aquela geração "foi viajando do Oriente até a terra de Shinar " - isso significa que eles se afastaram do Eterno. O reino da Babilônia também se tornou poderoso (e orgulhoso) por fazer mau uso da sabedoria e do conhecimento. E também ruiu. Essa separação é espiritual, e não física, como o texto parece dizer. Eles começaram a obter conhecimento, mas para se conectar com o Eterno, conhecimento não é tudo. É preciso esforço. Eles não queriam mais fazer esforço, queriam se conectar com o Eterno de uma maneira mais simples, que não exigisse, por exemplo, o cumprimento das mitzvot .

A Geração de Babel tornou-se orgulhosa de sua sabedoria. Uma pessoa orgulhosa, na verdade, está é se afastando da sabedoria.

A última esfera da Árvore chama-se malchut . O que essa geração conseguiu foi SEPARAR malchut do resto da Árvore, por isso também são chamados de Geração da Separação. A Geração de Babel, contudo, não era ruim. Apenas se perdeu. Por isso, não seria destruída, como aconteceu com a Geração do Dilúvio. Quando eles começaram a construir a torre, o fizeram para preencher o grande vazio espiritual que havia se formado em suas almas. Eles se afastaram do Eterno e perceberam que, em seus corações, faltava alguma coisa. Acharam que podiam voltar para o Eterno fazendo um "atalho". Em termos práticos, o mundo físico estava separado do mundo espiritual. Eles queriam se elevar novamente, mas o fizeram da maneira errada. Além de fazer a torre, eles queriam "fazer para nós fama".

Eis que todos constituem um só povo e falam uma só língua. Isso é o começo de suas iniciativas! Agora, nenhum desígnio será irrealizável para eles.

Quando eles começaram a "construir a torre" o Eterno veio até eles e misturou o entendimento deles, partindo a única língua (o hebraico) em 70 idiomas. Assim, eles perderam o controle sobre as letras hebraicas. Eles foram, então, espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Mas o poder latente do "lado negro" continuou naquele vale, o vale de Shinar. Muitos anos mais tarde, quando andaram por aquele vale, Efraim e seus filhos foram mortos pelo poder da negatividade. Por isso o profeta Ezequiel chama esse lugar de "Vale dos Ossos". Quando Ezequiel ressuscitou as ossadas de Efraim e seus filhos, o ídolo de Nabucodonosor se enfraqueceu e ruiu assim como o bezerro de ouro.

Os Segredos da História

O Zohar nos conta que, Moisés foi destinado a receber as Tabuas da Torá na geração da inundação. Um pergunta intrigante surge aqui então: Se Moisés estava destinado a isto, então ele já estava vivo naquela geração? Nós encontramos a resposta para isto, no texto que faz menção à geração da inundação, por mais que isto nos possa parecer impossível e inaceitável.

E disse o Eterno: “Não lutará comigo o Meu espírito, por causa do homem para sempre, porque também ele é carne, e serão os seus dias cento e vinte anos – Gênesis 6:3”.

No verso citado acima, a parte que diz “porque também ele é carne” no original hebraico é “be´shagam”, cujo calculo do valor numérico das letras hebraicas que o compõe resulta em trezentos e quarenta e cinco (345), e que é o mesmo valor do nome “Moisés (heb: Moshê)”. Alem disto, ainda é mencionado “e serão os seus dias cento e vinte anos (120)”.

De Adão até Moisés, o único que viveu exatos cento e vinte anos de vida, foi “Moisés”.

E Moisés era da idade de cento e vinte anos quando “morreu”, não se escureceu a sua vista, nem se fugiu o esplendor de seu rosto – Deuteronômio 34:7”.

Na verdade Moisés não morreu, mas foi escondido nos mais elevados mundos da Árvore das Vidas, como é aludido no texto que diz que ele subiu ao “cume do monte”.

A Arca de Madeira

O termo hebraico para “Arca” usa nesta historia é “Tevá” e que só é mencionado duas únicas vezes em todos os cinco livros da Torá.

Faz para ti uma arca de madeira de cipreste, compartimentos farás na arca e a untarás, por dentro e por fora com betume – Gênesis 6:14.

Nós sabemos que o acaso não existe, e como disse “Albert Einstein”: D´us não joga dados com o universo. Quando a Torá fala de “compartimentos” na “Arca (A Sefirá de Malchut)” está aludindo a “muitas dimensões”. Sim, “universos paralelos” são uma verdade bíblica.

E não podendo mais escondê-lo, tomou para ele uma arca de junco e betumou-a com betume e com piche, e meteu nela o menino e a pôs no carriçal, sobre a beira do Nilo – Êxodo 2:3.

Devemos entender, que nunca existiu uma “Arca de Madeira”, pois a história é uma metáfora.

Uma janela farás para a arca e com um cúbito a terminarás em cima e a porta da arca ao seu lado a colocarás, compartimentos térreos, segundos e terceiros, farás – Gênesis 6:16.

Muitas dimensões são aludidas no verso acima, e aqui revelaremos uma delas: A janela secreta. Sabendo que não existiu uma arca de madeira, devemos entender que a “Janela” se refere a uma passagem secreta deste mundo para uma outra dimensão.

Nós podemos encontrar ainda hoje esta passagem secreta, que fica na terra de Israel, na cidade de Hebron, em uma caverna, chamada de “Macpelá” ou “Caverna dos Patriarcas”. Ela é na verdade uma passagem deste mundo para o “jardim do éden”, e que só pode ser aberta por um “tzadik”.

Quando uma pessoa morre, a sua alma passa para o jardim do éden através da caverna de macpelá. O Zohar nos conta então como isto acontece.

“Quando o corpo físico se deteriora, a alma viaja por um túnel até a terra de Hebron, através da caverna de macpelá. Lá ela verá uma luz que emana de uma lâmpada e então verá a figura de Adão. Se ela olhar para a figura de Adão, não poderá voltar à vida – Zohar.

Milhares de pessoa no mundo inteiro, que tiveram experiências de “quase morte” voltaram e relataram ter visto o túnel e a luz da lâmpada.

O profeta Ezequiel descreve o jardim do éden cheio de pedras preciosas e de fogo. Ele está situado no centro exato do mundo. E suas dimensões são enormes, e tudo o que existe no planeta, tem sua forma inscrita lá.

Acredita-se que “Alexandre, o Grande, tenha encontrado uma das entradas para o jardim do éden numa região da África próxima ai Equador e governada só por mulheres, mas não conseguiu entrar.

Mas ainda existe outro segredo sobre o jardim do éden, pois não existe apenas um jardim, mais “dois”. E aqui vamos revelar um segredo jamais falado até agora.

Uma dos termos hebraicos para o jardim do éden é “ha-kadem” cujo valor numérico é cento e quarenta e nove (149). A bíblia nos conta que D´us tomará o homem que havia criado e o colocara no jardim. E no centro do jardim, D´us havia colocado a “Árvore das Vidas”. Em hebraico, “Arvore das vidas” é “Há-Etz Há-Chaiim” cujo valor numérico é duzentos e trinta e oito (238)”.

Se tomarmos os dois valores e somá-los obteremos “trezentos e oitenta e sete (387)” e este resultado nos revelará um segredo surpreendente.

“E foi viajando de “Kedem” (hebraico: passado) que eles encontraram uma planície na terra de Shinar" e ficaram ali – gênesis 11:2.

Onde seria Kedem? A resposta nos é dada através do resultado obtido pela soma de “jardim do éden” e “árvore das vidas”. Trezentos e oitenta e sete é o mesmo valor de “shevil Ha-Halav”, ou em português “Via Láctea”.

A Volta de Moisés

Agora, Moisés estava oculto desta dimensão, e então, a época em que a Torá poderia ser revelada, estava agora se aproximando.

E foi-se um homem da casa de Levi e tomou uma filha de Levi. E a mulher concebeu e deu à luz um filho, e vendo que ele era bom, escondeu-o três meses – Êxodo 2: 1 & 2.

O “homem” é o “Arcanjo Gabriel” que escolta as almas do mundo superior para a nossa dimensão física, e podemos comparar isto com outro texto.

Falava eu, digo, falava ainda na oração, quando o homem Gabriel, que eu tinha presenciado na minha visão ao principio, veio rapidamente voando, e me tocou à hora do sacrifício da tarde – Daniel 9:21.

A “filha de Levi” é a alma a “Congregação de Israel” e portando é “Malchut” o nosso mundo físico.

Quando o texto diz “e tomou uma filha de Levi” está se referindo à “alma”. Pois aprendemos que, na hora em que um corpo para o “justo (Tzadik)” e construído neste mundo, o Sagrado, bendito seja Ele, chama à Gabriel que retira esta “alma do justo” que está no “jardim do éden” e a escolta até que entre neste corpo do justo que foi construído neste mundo.

2º Parte

Os Segredos Sobre o Messias

O MESSIAS É UMA FORÇA OU UM HOMEM?

O messias é uma força espiritual, é a Luz que penetra os desejos egoístas humanos para corrigi-los, a fim de que eles se tornem altruístas, ou seja, idênticos aos do Criador. Em nosso mundo todas as forças espirituais se manifestam em ornamentos materiais.Por exemplo, Rabi Shimon, o ARI, Yehuda Ashlag representa uma força espiritual radiando a Luz da correção. Essa força aparece em nosso mundo como um homem, um Cabalista, um professor, um autor de livros. Por isso o Messias é um guia que se torna progressivamente aceito pela humanidade. A humanidade seguirá o caminho indicado pelo Messias porque o mal e o sofrimento serão sentidos por todos e não haverá outro caminho para sair dessa situação. As pessoas estão em um nível onde elas não podem imaginar a vinda do Messias como uma Luz, mas apenas como um líder humano. Mas para os Cabalistas o Messias é a força espiritual da correção (na imagem do mundo de A'B-AS"G).

Os Nomes do Messias

Muitas pessoas associam a idéia de Mashiach (“Ungido”) a um indivíduo que viria para promover grandes transformações, mas eu sou partidário da idéia que o Mashiach é um nível de consciência. Quando muito atingirem este nível, aí sim as tais transformações terão início.

A referência mais óbvia relacionada à “identidade” do Mashiach está em um de seus nomes, Yi-Non , citado no Salmo 72:17. Separei apenas para destacar o “Non” que, em hebraico, é soletrado Nun-Vav-Nun sofit da mesma forma que soletramos Nun. Os nomes atribuídos ao Mashiach são: M enachem , Sh iló e Y enon e Ch aniná – as iniciais destes nomes formam a palavra Mashiach.

Nome

Livro

Capitulo

Verso

Menachem

II Reis

15

14

Shiló

Gênesis

49

10

Yinon

Salmos

72

17

Chaniná

Jeremias

16

13

As Centelhas Do Messias

Um tzaddik, é um líder espiritual e guia, que pelo exemplo pessoal inspira todos em volta dele a estar ativamente implicados na retificação tanto do indivíduo, como do mundo inteiro. A nossa capacidade de ter uma visão de Mashiach (Messias) é devido a cada pessoa ter uma faísca de Mashiach arraigada profundamente dentro dele. Podemos ter uma visão do futuro porque ele já é contido no presente. O líder simplesmente assopra a faísca já existente, acendendo-a dentro do individuo.

Segundo a tradição, há um indivíduo em cada geração que tem o potencial para ser o Mashiach. Ele abrange a consciência total, inclusive de todas as faíscas inumeráveis do presente de Mashiach na sua geração. Ele desperta e aviva dentro de tantos indivíduos quanto possível uma visão do seu potencial espiritual verdadeiro, que à sua vez afeta o mundo inteiro. Assim cada geração faz a sua contribuição única, abrindo o caminho para a redenção última. Ele é o tzaddik de cada geração que guarda a chama viva, aquecendo o coração da nação e do mundo todo.

A visão do futuro esclarecido contém uma energia terapêutica de cura muito poderosa. Considerando muitas feridas na história judaica, a promessa da redenção serviu não só para curar as feridas inúmeros dramas, mas dar a força e um sentido do objetivo à nossa missão como uma nação. Deste modo, o futuro já adoça o presente de um modo verdadeiro e tangível.

Foi dito entre os estudantes do líder cabalista do décimo oitavo século, o Rabino Mendel de Vitebsk, que "o ar" de Mashiach esteve já presente na sua sala de estudos. Sentimentos semelhantes foram compartilhados por estudantes quanto a muitos dos mestres cabalistas na presente geração.

Uma das maiores figuras cabalísticas foi o Rabino Nachman de Breslov, o grande neto de Ba´al Shem Tov, que começou a contar histórias alegóricas carregadas de profunda significação e simbolismo em direção ao fim da sua vida. Um dos seus mais famosos foi "os Sete Mendigos". Um conto de dois órfãos pobres que se casam e são abençoados durante cada um dos sete dias subseqüentes da festa por um mendigo que tem alguma inabilidade física. Cada mendigo revela que o seu defeito evidente é só superficial e de fato é uma fonte de tal força que ele os abençoa para parecer-se com ele.

O quinto mendigo, um homem corcunda, conta uma história de um grupo de pessoas que está procurando em vão o caminho para paraíso. A sua falta de êxito foi devido a que a redenção que eles buscavam estava em outra dimensão e coordenada. Por isso, não importava qual direção eles decidissem seguir, o resultou era sempre infrutífero.

O mendigo compartilhou com eles que ele realmente não era deformado em absoluto, mas a sua figura corcunda funcionou para transportar a sua geração inteira nas suas costas. Abençoando-os para parecer-se com ele, e revelou que eles também poderiam transportar o mundo no seu dorso.

Enfim, cada pessoa é responsável para fazer todo esforço que ele pode para acender a sua própria faísca interior de Mashiach. Se ele merecer, ele inspirará outros também, transportando-os a novas alturas da consciência.

Um líder da geração tenta unir todo o mundo em conjunto, assumindo o peso impressionante da responsabilidade desta tarefa. Segundo o mérito da geração e se houver Sinai de D´us nele, o Mashiach potencial recebe o espírito Divino de cima para realizar pelo menos a parte da sua missão sagrada. Então, um indivíduo e uma geração surgirão no futuro que merecerá a grande compaixão de cima, tanto assim, que finalmente a tarefa Messiânica inteira será concluída. Só então podemos nós entender o processo histórico total; como cada pessoa, a geração e o determinado líder contribuem para a sua parte única para montar o quebra-cabeça total, até que o final, o quadro completo emerja em toda a sua grandeza prístina.

O MessiasTem Vida Eterna

1) O Arizal, um dos mais importantes cabalistas, que viveu 400 anos atrás, escreveu em seu livro Sha'ar HaGuilgulim (capítulo 13) que Mashiach não morre. Depois de Mashiach ter se revelado, há um período de ocultamento (os cabalistas não usam a palavra morte), e depois novamente ele se revela.

2) Yaacov, nosso Pai, não morreu. Rashi diz que Yaacov, nosso Pai, não morreu; apenas, pareceu às pessoas que ele tinha morrido. Mesmo tendo os egípcios o embalsamado e sepultado, a Torá assevera que ele vive espiritualmente e fisicamente. Portanto, a Torá nos ensina que ainda que nossos olhos físicos possam nos dizer uma coisa, a Torá estabelece qual é a verdadeira realidade.

3) O líder da geração, como Even HaShetyiá (Pedra Fundamental do mundo e do Templo Sagrado), existe eternamente no mundo físico e não está sujeito a sepultamento ( guenizá ). Em 5751 (1991), o Rebe disse o seguinte: “E, no sentido mais geral, o mundo inteiro torna-se um domínio particular saturado da essência singular do “Mestre Único do Mundo”. A maneira pela qual Ele Se revela no mundo por meio de Seu profeta, que Ele unge, visto que o Nassí é tudo” e o tsadic” é o alicerce do mundo'. Este fenômeno (do tsadic ) pode ser comparado ao da Even HaShetiyá . Este rochedo antigo existe eternamente neste mundo físico, e não está sujeito a nenhuma espécie de alteração, nem mesmo a alteração de ser guardada, como a Arca Sagrada, que foi guardada. O mesmo é verdade com relação ao juiz e ao profeta da geração. Um juiz e um profeta precisam existir perpetuamente em todas as gerações como um sinal da constante manifestação de Hashem no mundo, de que d'Ele derivou a existência do mundo inteiro.”.

Com isto, o Rebe deixa implicitamente claro que ele é como a pedra fundamental. Ele existe para sempre e não está sujeito a nenhuma forma de alteração física, mesmo que o oposto pareça ser verdadeiro.

As pessoas não entendem porque o Rebe é o Messias na nossa geração. Como já dissemos antes, o Messias tem quatro nomes: Menachem, Shiló, Yinon e Chaniná. O nome do Rebe é “Menachem”, e isto com certeza não é um acaso.

Os segredos sobre este assunto serão abordados em palestras especificas sobre “guilgul neshamot”.


Outros artigos

Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar gratuitamente a versão 2.0
© Artimanha