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'...Macaé, ano I, Nº 51 - 19 a 26 de janeiro de 2007
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Ilha Grande do Piauí

Reportagem: Mauro Bicudo.
Fotografia: Lili Magalhães

Estive de novo na Ilha grande do Piauí, cidade que 12 anos de idade e tem população entorno de 8.500 habitantes. Ela pode desaparecer do mapa, entrevistei; Moradores e autoridades presentes, dessa vez estiveram no local os Secretários do meu Ambiente (Renato Carvalho) Ex Secretária de Educação, Hoje Ativista ambiental (Ângela Galena) juntos me conduziram e mostraram os pontos mais, críticos da Ilha. Começamos pelo bairro Cal que desapareceu do mapa municipal. Encontramos quatro famílias remanescentes do antigo bairro, segundo uma moradora dona Lourdes de 34 anos mãe de quatro filhos, ela disse que as dunas eram mais longe do lugar aonde mora, para chegar às dunas tinham que caminhar uma hora e meia, agora, todo esse processo é percorrido em 100 metros , de sua casa até as dunas, ela diz que cai muita arei na casa como neve vindo do céu, daqui um ano as dunas irá se aproximar mais de sua casa, não tendo para onde ir. Restaram três casas naquele bairro, a área próxima mede quinhentos metros de largura, é devastador a situação dessas famílias. Enfrente de sua casa dá para observar as dunas, parecem ondas havaianas, chegando altura de quinze metros. Nós anos 70 em frente desse bairro existia uma vasta vegetação nativa e natural composta por: Murici, Guagiru, Armuta, Salsa, Jatobá, Purça, Carnaúba, Coqueiro, Vassourinha, Tuncuzeiro, Murta e outras que desapareceram do lugar. Toda essa vegetação rasteira e aérea foi sumindo da paisagem costeira do litoral piauiense, a distância que elas compunham as florestas e dunas era no raio de 7 km todas cercadas destas vegetações. Existiam lagoas maravilhosas, como alagoa do amor, com forma de coração, moradores de Parnaíba iam ao final de semana para se deliciar dessa beleza, hoje totalmente soterrada pelas dunas. Vicente de Paula um chefe de família, sustenta seus filhos com que pesca, ele se emociona quando lembra que faltam pouco messes para o bairro desaparecer, sem ter pra onde ir, lágrima saiu de seu olho. Os moradores não são culpados pelo derrame natural de areia. Uma lição de deus para essas pessoas nunca vão esquecer da mãe natureza, ela tem seus prognóstico como há vida. Temos que ensinar as pessoas a cuidar do nosso habitat, sem ele nós não é nada. As práticas de queimadas nesta região sempre foi uma constância, chamadas de caieira eram vista, mas nunca denunciadas para o IBAMA.  O inverno sempre foi pontual naquela região, seis messes de chuva e seis messes de sol, o mês de outubro passou e nada de chuva. Sem contar com outro efeito das marés que cada vez vai aumentando com o nível do mar. O turismo desgovernado acaba influenciando na depredação do meio ambiente, lixo urbano deixado no leito do Delta, criam uma paisagem bucólica no meio do deserto, sendo explorado por uma minoria que fazem da ilha do Piauí. De um trampolim. “O Ser Humano do futuro não vai querer destruir terras, mares e floresta”.

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