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'...Macaé, ano I, Nº 48 - 29 de dezembro de 2006 a 6 de janeiro de 2007
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Histórias que a vida conta

HOJE COMPREI MAIS UM LIVRO. Tenho enterrado boa parte da minha magra receita em livros. Alguns para suprir a carência do medíocre conteúdo que recebi em algumas aulas que freqüento no curso Gestão Pública de uma instituição aqui de minha cidade. Não citarei nem a instituição e nem alguns parcos educadores, pois eles tentam fechar a segunda turma, já que no semestre passado não formaram, e como não quero ser a única turma vou dar uma de bobo e não citar a instituição. Outros, pelo simples desejo de aprender e conhecer algumas histórias que a vida conta e estão registrados em obras que me empolgam muito.

O livro de hoje, foi “Os Segredos dos Presidentes”, de Geneton Moraes Neto, editor-chefe do Fantástico da Rede Globo. Não li o livro ainda, é claro, mas enquanto tomava um dos meus cafezinhos de sempre, dei uma passada de olhos e li a orelha do livro e esta simples me fez refletir e escrever este último DIÁLOGO do ano.

A orelha é assinada pelo ilustre repórter Joel Silveira – um dos maiores repórteres do jornalismo brasileiro – e em um dos trechos está registrado: “cada pessoa – dos mais humilde operário aos Presidentes da República (...) – tem histórias que podem interessar a todos. E dessa verdade não há como discordar, afinal, as histórias que a vida conta através de suas inúmeras e até desconhecidas personagens são sempre muito interessantes.

É muito triste que essas histórias não sejam registradas em sua maioria de casos. Seria maravilhoso se, para o bem da memória da humanidade, aprendêssemos a registrar nossos dias em diários desde a tenra idade, não é mesmo? Escrever ajudar-nos-ia a traçar caminhos mentais e reforçar nossas lembranças. Registrar memórias impediria que guardássemos em lugar distante nossas boas lembranças e seria uma terapia capaz de fazer-nos entender nossos conflitos e medos do presente.

Escrever memórias deveria ser uma disciplina obrigatória nas escolas a partir dos dez anos de idade. Cada ser humano, ao findar sua existência, deveria ter o direito de ter suas memórias publicadas em um livro denominado “HISTÓRIAS QUE A VIDA CONTA”.

Um livro com início, mas sem fim...

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Giovani MIGUEZ
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