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São Paulo, quarta-feira, 29 de novembro de 2006
PAINEL DO LEITOR
"Jarbas Passarinho, ministro no período mais negro da ditadura, está defendendo publicamente Carlos Alberto Brilhante Ustra, que prefere calar mesmo quando é acusado - como o foi pelo advogado José Carlos Dias - de emporcalhar com o sangue das vítimas a farda que deveria honrar. Solidário a um torturador e cúmplice da tortura por omissão, Passarinho tem outro ponto em comum com o ex-comandante do DOI-Codi: calunia os torturados.
Pois foi em retaliação aos meus artigos pedindo que se faça justiça no caso de Brilhante Ustra que ele afirmou, na entrevista que concedeu no último dia 24 a esta Folha : "Você vê o cara confessando na TV e 15 dias depois dizendo ao juiz que foi torturado".
Sabendo que a tortura no meu caso foi mais do que comprovada, tendo sido reconhecida pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e atestada por laudos médicos, além de haver me deixado com uma lesão permanente, Passarinho evita citar meu nome para escapar das conseqüências jurídicas do que insinua."
CELSO LUNGARETTI (São Paulo, SP) |