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'...Macaé, ano I, Nº 44 - 1 a 8 de dezembro de 2006
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Obra com suspeita de uso de material de segunda e superfeturada mata operário

Fotos de Rômulo Campos e texto de José Milbs

Foto: Rômulo Campos

Obra entra na fase de acabamento

Uma obra com canteiro em pleno céu a aberto, com centenas de pobres trabalhadores, vindo do Nordeste do Brasil, mata um operário de Recife. São centenas de trabalhadores que estão empilhados em palafitas, como embrulhos humanos em nossa cidade. A Prefeitura joga a culpa na Empresa de Construção e esta deve jogar no homem do POVO que teve morte esmagada pela cruel busca do dinheiro fácil de certos empreiteiros e jagunços de obras. Onde está o Sindicato da Construção Civil?: Vai esperar os 60 dias que “eles” dizem ser necessários para “apurar”? Onde está o CREA que não viu esta monstruosidade, como tantas outras que são feitas em várias prefeituras da região?

O REBATE on-line, acessado mundialmente alerta ao Ministério Publico da Região para estas obras, em sua maioria, suspeita de super faturamento com intuito de arrecadar grana para as eleições de 2008, para que use o Poder Judiciário nesta investigação. A Morte do jovem Severino que teve seu corpo recebido em Recife pelos filhos, esposa, irmãos e pais, não seja em vão. Centenas de outros nordestinos estão em Macaé sofrendo ameaças de Jagunços e perambulando nos hospitais em busca de auxilio doença com seus corpos jovens mutilados pela sanha criminosa destes facínoras engravatados que exploraram mão de obra barata e covarde.

Peço aos leitores que espalhem este acontecimento para que todos saibam onde morre o POVO brasileiro.

Leia a crônica de José Milbs, "Da maldade e da magnanimidade humanas"

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