Fundado em 16 de abril de 1932

'...Macaé, ano I, Nº 44 - 1 a 8 de dezembro de 2006
Não perca o Caderno R. Cultura, Educação e Entretenimento. Exclusivo para O Rebate on Line
Acontecências
Acontecências II
Acontecências III
Alô Galera
Astrologia
Coisas da Rua do Meio
Coisas da Rua do Meio II
Coisas da Rua do Meio III
Culinária
Digital Photo Array
Direito do Trabalhador
Direitos Humanos
Esculturas em Sabonete
Esportes I
Esportes II
Jornais do Mundo
Juventude em Ação
Liga Operária
Livros
Luta armada
Mel/Saúde
Petrobrás/Petróleo
Pharmacia
Piadas
Poemas
Procuras emprego?
Reforma agrária
SwáSthya Yôga
Telefones úteis
Televisão
Tortura Nunca Mais
Ache seu imóvel!

CARAMUJO AFRICANO NA REGIÃO DAS PRAIAS LEVA PERIGO E MEDO AO POVO


O caramujo africano é uma espécie exótica invasora. Tais espécies representam, atualmente, a segunda maior causa de perda de biodiversidade no Planeta. Só perdem para os desmatamentos. Além das doenças que pode transmitir, o caramujo ataca, destrói plantações e compete por espaços com outros moluscos da fauna nativa, podendo levá-los à extinção.

Doenças transmitidas pelo caramujo
O caramujo africano pode transmitir duas doenças:

1. Angiostrongilíase meningoencefálica humana
Sintomas: dor de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso

2. Angiostrongilíase abdominal
Causa perfuração intestinal e hemorragia abdominal (cujos sintomas são: dor abdominal, febre prolongada, anorexia e vômitos).

Contaminação
A ingestão ou a simples manipulação dos caramujos vivos pode causar a contaminação, pois os vermes são encontrados no muco (secreção) dos caramujos. Ao se instalar em hortas e pomares, o caramujo pode contaminar frutas, verduras e disseminar doenças. Mas não há motivo para pânico: basta orientar crianças sobre os cuidados que devem ter e lavar bem hortaliças e vegetais que serão consumidos in natura.

De onde veio o caramujo?
A espécie é nativa do leste e nordeste africanos e chegou ao Brasil na década de 80, como alternativa econômica. A idéia inicial seria comercializá-lo a um preço inferior ao escargot. Importado ilegalmente, foi introduzido em fazendas no interior do Paraná e escapou para o meio ambiente, adaptando-se perfeitamente em várias regiões brasileiras. Desde então, passou a ser chamado também de "falso-escargot".

Ações para controle da espécie
Em todo Brasil, Ibama e prefeitura vão realizar a coleta e eliminação adequada dos caramujos. A campanha será itinerante e realizada nos bairros onde forem detectados os moluscos invasores. Durante a campanha, as lideranças comunitárias serão treinadas para ajudar na identificação correta do molusco. O mesmo ocorrerá com agentes de saúde e professores da rede pública. O trabalho deverá ser feito diariamente até que se consiga reduzir significativamente a quantidade de caramujos que infestam os municípios, sobretudo os terrenos baldios.

Como ficar livre da praga
Para coletar os caramujos, as mãos devem estar protegidas com luvas ou sacos plásticos para evitar o contato da sua secreção com a pele humana. Os caramujos deverão ser colocados em sacos plásticos, amassados e jogados nos latões dispostos pelo governo municipal ou, depois de amassados, enterrados com cal virgem . A cal evita a contaminação do solo e do lençol freático.
O controle do caramujo é a maneira correta para se evitar o surgimento das doenças, a degradação do meio ambiente e as perdas agrícolas.

Praga invasora pode transmitir doenças perigosas. Saiba como prevenir.


Pesquisador exibe dois exemplares do caramujo africano.


Aspecto geral da concha do caramujo africano: note que há listras escuras.

Caramujo nativo, que ocorre na Amazônia: esta espécie não deve ser eliminada, ela não é nociva.


Caramujo em área alagadiça em Manaus, Am.


Diferença entre as duas espécies: caramujo regional (de concha esbranquiçada e que não causa danos) e caramujo africano (de concha escura, nocivo).

O caramujo africano apresenta listras amarronzadas na parte externa


Pode alimentar-se de vegetação e ser encontrado em quintais, praças, hortas e pomares.

 

Recomendamos o Mozilla Firefox. Clique aqui para baixar gratuitamente a versão 2.0
© Artimanha