Batalhão em Festa
Colônia de Férias no 25° BPM promove integração entre policiais e sociedade,
fazendo a alegria das crianças
29/07/2006 - Na manhã da última sexta feira, o 25° Batalhão da Policia Militar do Rio de Janeiro, situado em Cabo Frio, realizou a festa de encerramento da II Colônia de Férias da unidade. Tendo como principal objetivo promover a integração entre a sociedade e os policiais, reuniu cerca de 350 crianças nas últimas semanas cheias de divertimentos e conscientização sobre a tutela de 50 monitores.
O programa fez grande sucesso com a criançada. Separadas em cinco grupos de acordo com suas idades e identificados com as cores laranja, azul, amarelo, vermelho e verde. Desempenharam diversas atividades como aulas de judô, surf, voleibol e futsal. Foram ministradas também palestras sobre meio ambiente, seção de cinema e passeios. A expectativa foi tanta que o Batalhão teve que ampliar o número de vagas disponíveis, a exemplo do ano passado, quando foram abertas para 70 crianças mas que contou com a participação de 200 pequenos.
Gabriela Leite, nove anos, foi uma das participantes. Relata que, a atividade que mais gostou foi um dos passeios que fez.
- Gostei de todas as coisas que fiz aqui, mas o que mais gostei foi de ir para a Ilha do Prazer.
Seu pai, Rômulo dos Santos, conta da empolgação em levar suas crianças à colônia.
- Foi difícil acorda-las cedo durantes as férias, mas elas vinham muito motivadas e gostavam de tudo que participavam.
Comandando o grupo dos "laranjas", o soldado Carlos Magno Freitas, 26, comentou que se sentiu a vontade ao tomar conta de 60 crianças de seis a sete anos.
- É uma experiência nova e muito interessante. No começo estavam muito tímidas e sempre me trataram com respeito. Para controla-las, criei algumas brincadeira que me ajudaram a disciplina-las para as atividades que estariam fazendo, cantando músicas por exemplo. Foi a primeira vez que elas se reuniram com outras crianças nesta quantidade fora do ambiente escolar. Elas nem sabiam que eu era PM,só me chamando de "Tio".
Resgate das Colônias de Férias motiva outras corporações
Um dos coordenadores do programa, o Major PM Mauro, comentou que outros dois batalhões resolveram fazer o mesmo após analisarem o sucesso entre a criançada.
Para realizar a Colônia de Férias, o Tenente-Coronel PM Lima Castro alega ter tirado a idéia de sua própria infância e de lembranças de outros membros das forças armadas de sua faixa etária.
- Todo mundo de minha idade que conheço das Forças Armadas fazia colônia de férias. Isso marcou a minha vida. Visando sociabilizar nosso batalhão com a comunidade que nos rodeia, decidi fazer essa colônia de férias não apenas para os filhos de quem trabalha aqui, como também para os moradores desta cidade - relatou o comandante do batalhão.
O 25º BPM entende que a participação da comunidade nos ditos "assuntos de polícia" é uma atitude desejável e positiva no controle da criminalidade. Encontrar meios que estimulem essa participação voluntária tem sido uma busca constante, exigindo da administração pública muitos esforços muita criatividade. Sem dúvida, essa iniciativa possibilitará uma verdadeira integração, em prol da melhoria da qualidade de vida de todos.
Além dos pais das crianças e de moradores do bairro, estiveram presentes representantes da sociedade civil organizada como o Cel. BM Sias, comandante do Corpo de Bombeiros das Baixadas Litorâneas; Ten Cel BM Ricardo Nunes, do 18° GBM; Cap. Tem. Marcelo Barbosa, agente da Capitania dos Portos; Janaína Pomposeli juíza de Direito da Vara Criminal da Comarca de Cabo Frio; Alfredo Gonçalves, vereador de Cabo Frio; empresários e membros de entidades como OAB, Rotary Club, ACIA, e até do Moto Clube Tubarões, que também fizeram a festa da criançada
Raridades são atrações no Museu do Surfe em Cabo Frio
Maior acervo de pranchas de surf da América Latina conta a evolução do esporte
29/07/2006 - Uma das maiores atrações turísticas da cidade ganha destaque cada vez mais entre os que visitam cabo Frio, segundo a secretaria municipal de Turismo. Situado na praia do Peró, o Museu do Surfe, o maior do Brasil, possui 323 pranchas que contam a evolução do surfe desde a década de 30. Seu acervo, composto não só por relíquias como também por um vasto material didático e de multimídia.
Pelo menos 95 % foram frutos de doações. Constam também pranchas de bodyboard, windsurf e skate. Há ainda 360 quilhas de várias cores, tamanhos e materiais; 80 estrepes para prender as pranchas nos pés; 100 peças de áudio visual como vídeos-clipes e filmes sobre o esporte; Quatro mil revistas; 200 livros técnicos que falam desde manobras e estilos de surfar até benefícios e problemas que a pratica deste esporte pode causar.
Existe uma área com 250 troféus ganhos por surfistas que disputam os maiores torneios do mundo, possuindo formatos que vão desde medalhas a cheques gigantes. Vitor Ribas, cabofriense com grande experiência na divisão de elite do surfe mundial, doou 40 peças de premiação que recebeu ao longo dos anos, além de outros materiais como uma prancha que lhe deu títulos por dois anos consecutivos.
Telmo Moraes, de 53 anos, surfista free style há 33 anos, está mais que contente com os frutos que estão sendo colhidos por um trabalho que já vem sendo desenvolvido há 11 anos, tempo onde o colecionador vem adquirindo um vasto material sobre o esporte.
- Já promovemos alguns cursos como o de concerto de pranchar, de shape, de trabalhar com resina. Queremos trazer também um curso para formação de técnico de surfe, bastante útil para coordenar o desempenho de atletas, membros de equipes ou não, durante a realização e campeonatos profissionais.
Entre as raridades que podem ser encontradas no Museu do Surfe em Cabo Frio encontra-se uma prancha do já consagrado Pepe Lopes, um dos maiores divulgadores do esporte no cenário internacional nas décadas de setenta e oitenta. Mais raro ainda são as cinco pranchas feitas de madeirite na década de 50. Dentre as preciosidades da coleção, estão pranchas feitas pelo Coronel Parreiras (São Conrado Surfboards) em meados de 1960. O shaper, (Brigadeiro rerformado da Aeronáutica que participou com Nélio Moura da batalha aérea da 2ª Guerra conhecida como 'Senta Pua') foi o primeiro a fabricar blocos de poliuretano no Brasil, fazendo-o em um número primeiramente limitado a sua produção e posteriormente, com o uso do produto do Gordon Clark, aberto a venda por parte de outros que se iniciavam na arte de fabricar pranchas.
- Podemos contar a evolução das pranchas a partir de nosso acervo, com 'guns' produzidas por Richard 'Dick Brewer' e Randy Rarick renomado surfista da década de 70 que junto com Fred Hemmings foi um dos pais do surf profissional no North Shore da ilha de Oahu no Hawaii - ressalta o proprietário do local.
Segundo Telmo, o objetivo principal da idealização do museu é oferecer um entretenimento em várias facetas, onde o visitante vive o lugar, onde o turista dá o seu mergulho no mar e logo depois do banho passa pelo local.
Existe a promessa por parte da Prefeitura de Cabo Frio de construir uma praça de esportes náuticos no Canto do Forte. O acervo então seria transferido para um prédio de dois andares de 500 metros quadrados, contendo salas de exposição, bar e café, cinema, música e até varandas para encontros a dois. |